Abbas impõe termos para retomada do processo de paz

Por Tom Perry RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) - O presidente Mahmoud Abbas disse na terça-feira que os palestinos vão retomar o processo de paz se Israel suspender a ampliação dos seus assentamentos e reconhecer as fronteiras pré-1967 como base para o Estado palestino.

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Falando ao conselho central da Organização para a Libertação da Palestina, Abbas disse que não aceitará um retorno à violência contra Israel.

"Quando Israel parar a atividade dos assentamentos por um período específico e quando reconhecer as fronteiras que propomos, e essas são as fronteiras legais, não haverá nada que nos impeça de ir às negociações para completar o que concordamos em Annapolis (conferência ocorrida em 2007 nos EUA)", disse Abbas em Ramallah. "Retorno à violência? Não aceitaremos."

Abbas, sob pressão dos EUA e da União Europeia para retomar o diálogo abandonado há um ano, disse que não está estabelecendo termos, simplesmente reiterando as obrigações de Israel sob o "mapa da paz" que norteia o processo.

Na opinião dele, é Israel que está estabelecendo pré-condições ao insistir que Jerusalém fique de fora das negociações e que a ampliação dos assentamentos prossiga.

A cúpula da OLP se reúne durante dois dias para provavelmente prorrogar o mandato de Abbas e dar aval à sua relutância em retomar as negociações se Israel não suspender todas as obras nos seus assentamentos da Cisjordânia.

Israel recentemente decidiu não autorizar novas obras durante dez meses nos assentamentos da Cisjordânia, mas isso não inclui assentamentos em áreas anexadas ao município de Jerusalém.

O mandato de Abbas como presidente palestino termina em 25 de janeiro, e a eleição foi adiada devido a discordâncias com a facção islâmica Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

A facção Fatah, de Abbas, quer que ele fique no cargo até que possa haver eleições simultaneamente na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Abbas, que controla apenas a Cisjordânia, já deixou claro que não irá disputar a reeleição.

O Hamas, que não é parte da OLP, considera ilegítima a prorrogação do mandato de Abas.

(Reportagem adicional de Mohammed Assadi, Erika Solomon)

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