Abbas diz que só força internacional garantirá segurança em Gaza

Ramala, 16 jan (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse hoje que só a mobilização de uma força internacional poderá garantir a segurança em Gaza, após se reunir com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

EFE |

"A segurança nacional para o povo palestino só será alcançada com forças internacionais na Faixa de Gaza e na Cisjordânia", disse Abbas, em entrevista coletiva conjunta com o secretário-geral da ONU na sede do Governo de Ramala.

Ban pediu a Israel que coloque fim imediatamente à ofensiva militar na Faixa de Gaza, que hoje completa três semanas, sem esperar que seja alcançado um acordo para o término das hostilidades com o Hamas, que controla esse território palestino.

"Peço firmemente à direção política e ao Governo israelense que declarem um cessar-fogo de maneira unilateral", disse Ban, que antes havia se reunido com o primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad.

Em suas reuniões com os dirigentes palestinos em Ramala, considerados moderados por Israel e pela comunidade internacional, Ban analisou os meios de colocar fim à guerra e os mecanismos para a reconstrução de Gaza após um eventual cessar-fogo.

Segundo especialistas, as destruições causadas pela ofensiva militar israelense, que teve início em 27 de dezembro, superam os US$ 1,4 bilhão.

O secretário-geral da ONU expressou a Fayyad que o movimento Fatah, liderado por Abbas, e o rival Hamas, que controla Gaza, devem fazer um esforço para recuperar a unidade, missão à qual se comprometeu a colaborar a partir de sua organização.

Ban se reuniu de manhã, em Jerusalém, com o chefe da oposição israelense e líder do Likud, Benjamin Netanyahu, que lhe advertiu do perido de o Irã continuar apoiando as facções palestinas em Gaza, informou a rádio pública israelense.

Na quinta-feira, a sede central da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), na Cidade de Gaza, foi bombardeada, e houve um incêndio em seus armazéns de ajuda humanitária e combustível.

Em suas reuniões com dirigentes israelenses ontem, Ban mostrou sua "indignação" por causa do ataque, que, segundo o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, aconteceu em resposta ao disparo de milicianos a partir dessa sede contra forças israelenses.

EFE fn-db/an

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