Abbas diz que não pode garantir que 2008 seja o ano da solução definitiva

Cairo, 2 abr (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse hoje que não pode garantir que 2008 seja o ano da solução definitiva para o conflito palestino, que se arrasta há seis décadas.

EFE |

Em entrevista coletiva depois de se reunir com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, Abbas disse que não foram alcançados progressos para reabrir a passagem de Rafah entre a Faixa de Gaza e o Egito, mas prometeu que todas as partes continuarão os esforços para alcançar um acordo a respeito.

"Há conversas sérias entre todas as partes, palestinos, americanos e israelenses, para fazer com que este seja o ano de resolução de todos os assuntos pendentes, mas não posso dizer se será possível uma solução definitiva até o final do ano", disse.

Abbas respondia assim a uma pergunta sobre o prazo dado pelo presidente americano, George W. Bush, que previu uma solução definitiva para o conflito palestino antes do fim de seu mandato, em janeiro de 2009.

"Há compromissos de todas as partes envolvidas e, com a ajuda de Deus, faremos o possível para alcançar esse objetivo (...). O diálogo sobre isso (a solução definitiva) é sério e profundo", disse.

Abbas chegou nesta terça-feira ao Egito procedente da Arábia Saudita, e teria explicado a Mubarak o clima da recente cúpula da Liga Árabe, em Damasco, que teve a presença de Abbas, mas foi boicotada pelos chefes de Estado do Egito, Arábia Saudita e Jordânia, todos países aliados do presidente palestino.

Segundo o presidente da ANP, o Egito continua intermediando para alcançar um acordo sobre a passagem fronteiriça de Rafah, fechada desde que o movimento islâmico Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, em junho do ano passado.

Abbas disse que a mediação egípcia busca também garantir o fim do lançamento de foguetes contra Israel e das "agressões israelenses sobre nosso povo".

Mubarak se reunirá ainda hoje com o rei Abdullah II da Jordânia, com quem deve tratar os mesmos assuntos: o conflito palestino e a recente cúpula árabe em Damasco, segundo os observadores. EFE nq/an

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