Abbas diz que Israel deve honrar promessa de 2008

NOVA YORK (Reuters) - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse nesta terça-feira que, para que o processo de paz do Oriente Médio seja retomado, Israel deve honrar acordos sobre fronteiras e Jerusalém que, segundo ele, foram definidos em 2008. Falando após uma reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Abbas também reiterou a insistência de que Israel suspenda a ampliação dos seus assentamentos em territórios ocupados, inclusive Jerusalém Oriental.

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Em uma declaração lida a jornalistas, Abbas afirmou que "nas reuniões de hoje, confirmamos nossas posições e compromissos com o mapa da paz (plano de paz norte-americano) e com sua implementação. Também exigimos que o lado israelense cumpra seus compromissos a respeito dos acordos, inclusive no que tange ao crescimento natural."

Israel diz que precisa ampliar os assentamentos para acomodar o crescimento natural das famílias de colonos. O governo de Netanyahu resiste à pressão de Washington para suspender as obras, como forma de facilitar o processo de paz.

"Quanto à retomada do diálogo, isso depende de uma definição do processo de negociação, que significa baseá-los no reconhecimento da necessidade de (Israel) se retirar para as fronteiras de 1967 e encerrar a ocupação, conforme foi discutido com o governo israelense anterior, quando definimos os territórios ocupados como sendo Cisjordânia, Gaza e Jerusalém."

"Isso foi reiterado nas conversas com o presidente Obama e nas conversas trilaterais. Acreditamos que o governo norte-americano irá rever as posições dos dois lados nas próximas semanas, para tornar possível que renovemos as conversações de paz com base na nossa posição declarada."

Autoridades e diplomatas têm dito que o antecessor centrista de Netanyahu, Ehud Olmert, discutiu no ano passado trocas de territórios com Abbas, o que daria aos palestinos a quase totalidade dos territórios que Israel capturou em 1967. Ele teria também admitido a hipótese de dividir com os palestinos o controle de Jerusalém.

No entanto, nenhum acordo claro nesse sentido foi publicado, e as negociações foram suspensas em dezembro. Netanyahu, um direitista que tomou posse em março, já deixou claro que não deseja repetir quaisquer das ofertas que Olmert teria feito.

"Certamente não estamos obrigados às posições do governo anterior", disse Netanyahu em Nova York.

(Reportagem de Ali Sawafta em Ramallah)

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