Abbas diz que conversa com Israel se assentamentos forem interrompidos

Londres, 1 fev (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, diz que está disposto a manter conversas com Israel em troca do congelamento da construção de assentamentos judaicos durante três meses.

EFE |

Em declarações ao jornal britânico "The Guardian", Abbas afirma que não permitirá o retorno à resistência armada contra o Estado judeu e defende a construção a partir do Egito de um muro subterrâneo para impedir o contrabando na Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita Hamas.

Abbas diz não saber por que o Governo americano deixou de exigir de Israel a total suspensão da construção de assentamentos e falou que vai consultar seus aliados árabes antes de dar uma resposta nesta quinta-feira ao enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell.

"Se a resposta israelense tiver substância, por exemplo, se aceitar uma solução de dois Estados baseada nas fronteiras de 1967 e o fim da ocupação com prazos e mecanismos, haverá progresso", aponta Abbas.

Na entrevista, o presidente da ANP demonstrou sua disposição em negociar diretamente com Israel caso o país aceite as "exigências estabelecidas pelo Mapa de Caminho" e acrescenta que se o Governo israelense as rejeitar, significa que "não quer uma solução política".

Segundo Abbas, a ANP apoia uma solução baseada em dois Estados, mas o que Israel contninua fazendo na Cisjordânia, com sua ocupação contínua, "conduz a um só Estado, solução que rejeitamos".

De qualquer forma, o presidente da ANP assegura que "não haverá um retorno à luta armada porque destruiria nossos territórios e nosso país".

Segundo Abbas, o próprio Hamas "não está resistindo" com as armas e agora "fala de paz e de uma trégua com Israel".

Mas se Israel continuar se negando a pôr fim à ocupação, o presidente da ANP disse que renunciará e não disputará futuras eleições.

Segundo Abbas, a ANP está disposta a realizar novas eleições nos territórios palestinos caso o Hamas assine o acordo de reconciliação preparado pelo Governo egípcio.

Perguntado sobre a decisão egípcia de construir uma muralha subterrânea na fronteira sul da Faixa de Gaza, Abbas diz estar de cordo: "É o direito soberano dos egípcios em seu próprio país. Os produtos legítimos deveriam entrar pelos cruzamentos legais". EFE jr/bba

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