Abbas descarta paz sem retirada israelense de todos os territórios ocupados

O presidente palestino, Mahmud Abbas, afirmou neste sábado que Israel deve levar a cabo uma retirada total e global dos territórios palestinos e árabes que ocupa, se quiser alcançar a paz.

AFP |

Israel "não tem outra opção, se quiser a paz e a segurança, senão realizar uma retirada total e global de todos os territórios palestinos e árabes, até a fronteira de 4 de junho de 1967, incluindo Jerusalém Oriental", estimou Abbas, em uma nota divulgada por ocasião do vigésimo aniversário da proclamação simbólica do Estado palestino.

"O tempo passa, mas as décadas de ocupação não nos farão desistir de nenhum centímetro de nossa terra (...), conforme o direito internacional", destacou.

Além da Cisjordânia, Israel ocupa as colinas do Golan, conquistadas da Síria em 1967 e anexadas em 1981.

O presidente palestino também disse que "as reuniões e negociações com Israel" são "uma ocasião para afirmar os grandes princípios para conseguir uma paz justa e global, para dissipar as ilusões da parte israelense sobre Jerusalém e as colônias (da Cisjordânia), e para deixar a comunidade internacional ciente de suas responsabilidades".

"Não podemos alcançar a paz e a segurança sob as armas da ocupação e com uma política baseada na força", insistiu.

Abbas se reunirá na segunda-feira com o primeiro-ministro de transição israelense, Ehud Olmert, para discutir o processo de paz e a situação na Faixa de Gaza, sob o controle do movimento radical islâmico Hamas.

No dia 15 de novembro de 1988, o Conselho Nacional Palestino no exílio em Argel proclamou, simbolicamente, a independência do Estado palestino.

bur-gk/ap

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