Abbas critica Hamas por usar Islã para alcançar fins políticos

Moscou, 21 dez (EFE) - O líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, criticou hoje o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, por utilizar o islã para conseguir seus fins políticos. É inaceitável utilizar as mesquitas, a religião para conseguir objetivos políticos, como faz o Hamas, disse Abbas em Grozni em uma reunião com representantes do Governo da república russa da Chechênia, onde iniciou, no sábado à noite, uma visita oficial. Abbas lamentou que a autoridade do islã no mundo não seja a merecida, em primeiro lugar devido às ações erradas dos extremistas que não têm relação com a religião muçulmana, segundo a agência Interfax. Infelizmente, existem divergências com o Hamas, que representa uma minoria do povo palestino, o que não facilita a obtenção da paz na região, acrescentou. No entanto, acrescentou, apesar da firmeza de suas posições, tentamos aliviar o confronto através de consultas e conversas e do diálogo pacífico, que é o que responde aos interesses dos palestinos. A situação é difícil, mas tentaremos encontrar uma linguagem comum com o Hamas e esperamos que nossos esforços nos permitam conseguir a unidade do povo palestino, disse. Abbas, que se reunirá nesta segunda-feira em Moscou pela primeira vez com o presidente russo, Dmitri Medvedev, para promover o processo de paz após o fim da trégua por parte do Hamas, assegurou que a paz no Oriente Médio deve ser estabelecida sobre o princípio de dois Estados,...

EFE |

O caminho para a paz reside só no processo de paz", afirmou.

O líder palestino assegurou que a ANP está "à espera da posse do novo presidente americano, Barack Obama (em 20 janeiro), e das eleições em Israel" em fevereiro.

"Esperemos que, após esses eventos, o processo de negociação experimente um novo impulso e leve à criação de um Estado palestino", ressaltou.

Segundo fontes do Kremlin, o líder palestino e Medvedev abordarão na segunda-feira a necessidade de prosseguir o caminho iniciado na conferência internacional de Annapolis, de novembro de 2007, e evitar tanto um confronto entre os diferentes movimentos palestinos como um novo conflito com Israel.

A Rússia, único membro do Quarteto para o Oriente Médio que não considera o Hamas uma organização terrorista, acredita que, com esse fim, será muito importante a realização, em Moscou, no primeiro semestre de 2009, de uma conferência internacional sobre a região.

No plano bilateral, Abbas abordará com os dirigentes russos a provisão estipulada há dois anos de 50 blindados para as forças de segurança palestinas, cuja entrega é obstruída por Israel.

Abbas, de 73 anos, cuja viagem à Rússia foi descrita pela imprensa como uma "visita de despedida", já que poderia deixar o cargo de líder da ANP este ano, se reuniu hoje em Grozni com o presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov.EFE io/db

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