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Abbas considera Governo de Netanyahu problema para paz

Ramala, 24 set (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, acredita que o Governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é um verdadeiro problema para alcançar a paz no Oriente Médio, pois falta um espaço de entendimento para negociar.

EFE |

"A construção nos assentamentos (judaicos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia) continua. Netanyahu declara que Jerusalém e os refugiados (o retornos dos refugiados palestinos) não estão sujeitos a negociação, portanto, de que é preciso falar?", perguntou Abbas, em entrevista ao jornal em árabe "Al-Hayat", editado em Londres.

Abbas fez estas declarações depois de se reunir com Netanyahu e com o presidente americano, Barack Obama, na terça-feira, em Nova York, pela primeira vez desde que o político israelense chegou ao poder, em março.

O presidente da ANP conta que rejeitou uma oferta israelense de interrupção parcial da construção nas colônias judaicas, porque implicava na continuidade da construção, violando as obrigações do Estado judeu no Mapa do Caminho - plano de paz lançado em 2003 pelo Quarteto de Madri (formado por ONU, EUA, União Europeia e Rússia).

Na reunião, Abbas insiste em que as negociações de paz deveriam ser retomadas de onde pararam com o anterior primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, no final de 2008, quando os palestinos as abandonaram em protesto contra uma ofensiva israelense na Faixa de Gaza que causou a morte de cerca de 1,4 mil palestinos, na maioria civis.

Abbas explica que esse diálogo, lançado em Annapolis (EUA), em novembro de 2007, fracassou em seu objetivo de fechar um acordo de paz até janeiro de 2009, mas gerou avanços que devem servir agora como ponto de partida.

"As duas partes delinearam mapas e propostas de troca territorial e, portanto, não podemos começar do zero", acrescenta.

Ontem, o jornal "Al Ayam", editado em Ramala, publicou que Abbas transmitiu a Obama, durante seu encontro, que a ANP não impõe condições à retomada do processo de paz, mas que é "inaceitável" que "a parte israelense não respeite suas obrigações do Mapa do Caminho".

Obama respondeu a seu interlocutor que os EUA mantêm sua oposição à construção nos assentamentos, mas que nada deve atrasar o início das conversas de paz.

Abbas insistiu em que, antes de começar o diálogo, seja definida a interrupção da construção nas colônias israelenses e que a base do processo de paz seja a retirada israelense às fronteiras prévias à Guerra dos Seis Dias de 1967, quando ocupou Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental. EFE nm-ap/an

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