Abbas conclui visita à Rússia, centralizada em conferência sobre Oriente Médio

O presidente palestino, Mahmud Abbas, encerrou na noite desta sexta-feira uma visita de três dias à Rússia, que girou em torno da organização de uma conferência sobre o Oriente Médio em Moscou.

AFP |

"A conferência de Moscou foi um dos principais temas conversados" com as autoridades russas, declarou Abbas à imprensa no aeroporto, antes de deixar o país.

"Até agora, nenhuma data foi fixada para esta conferência, e este assunto será objeto de consultas entre as partes envolvidas", afirmou o presidente da Autoridade Palestina (AP).

Abbas disse ainda que abordou "a situação explosiva em Gaza e os esforços no sentido de acabar com a crise".

Na sexta à noite, Abbas partiu de Moscou com destino a Amã, na Jordânia.

No último dia de sua visita, ele se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, que estava na Itália.

Putin afirmou, por sua vez, que a situação no Oriente Médio era "difícil".

"Mas vemos que você, senhor presidente, e o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, intensificaram seus esforços para avançar. Nós o saudamos e apoiamos", declarou.

Nas primeiras horas da tarde, Abbas se encontrou com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

"O presidente Abbas informou ao ministro do Desenvolvimento a respeito das negociações entre os palestinos e Israel. Também falaram sobre os preparativos em curso para a organização de uma conferência sobre o Oriente Médio em Moscou e do apoio russo à Autoridade Palestina", informou à AFP o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina.

Na quinta-feira, Mahmud Abbas adiantou que pediria ajuda a Putin para estabelecer uma trégua na Faixa de Gaza, onde 18 palestinos e três soldados israelenses morreram na quarta-feira.

Ao contrário de Estados Unidos, União Européia e Israel, a Rússia optou por dialogar com o movimento radical islâmico Hamas, que passou a controlar a Faixa de Gaza depois de expulsar as forças leais a Abbas a à AP.

Israelenses e palestinos se comprometeram em novembro do ano passado, na Conferência de Annapolis, organizada pelos EUA, a dar continuidade às negociações para solucionar o conflito na região, que já opõe os dois povos há 60 anos, com o objetivo de alcançar um acordo de paz antes do fim de 2008.

Mas as negociações tropeçam, devido aos violentos episódios na Faixa de Gaza e à colonização judaica nos territórios ocupados, além de agressões palestinas como o lançamento de foguetes contra o sul do território israelense.

Pelo menos 414 pessoas já morreram em atos violentos desde a retomada formal das negociações de paz em Annapolis.

No ano passado, a Rússia doou aos palestinos quase 60 toneladas de medicamentos e alimentos, além de 10 milhões de dólares.

Durante sua estada na Rússia, Abbas se encontrou ainda com o patriarca ortodoxo russo Alexis II.

Na próxima semana, o presidente palestino viaja a Washington para se reunir com o presidente americano, George W. Bush.

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