Ramala, 29 abr (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciará a formação de um novo Governo em dez dias, informaram à Agência Efe fontes da Presidência da entidade depois de Fatah e Hamas concluírem sem sucesso uma nova rodada de diálogo de reconciliação.

O presidente da ANP pretende dar este passo antes de se reunir na Casa Branca com o presidente americano, Barack Obama, no próximo dia 28 após uma viagem por vários países árabes que começará no próximo domingo na Jordânia, acrescentaram as fontes.

O escritório de Abbas não confirmou esta informação. Já a equipe do atual primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, também preferiu não falar se este seguirá à frente do Executivo.

Entretanto, fontes ligadas ao presidente da ANP destacaram à agência palestina "Ma'an" que a eventual formação de tal Executivo não representaria o fim dos esforços de reconciliação.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, se apressou a lembrar que todo Governo que não receber a aprovação do Parlamento - onde tem a maioria por causa de sua vitória nas últimas eleições - "será ilegítimo, inconstitucional e ilegal".

"Formar um Governo sem coordenação com o Hamas por meio das instituições legais representaria um aprofundamento da divisão entre Gaza e Cisjordânia", indicou um dos porta-vozes do Hamas, Fawzi Barhum.

Por outro lado, um dos principais assessores de Abbas, Nabil Shaaz, revelou hoje que as facções palestinas fecharam acordo para manter Fayyad à frente de uma administração provisório até a realização de eleições em vez de formar um Governo de união nacional.

"Esse Executivo, apoiado pelo presidente Abbas, supervisionaria a preparação de eleições", que o Hamas e Fatah decidiram realizar antes de janeiro de 2010.

Os dois grupos realizaram nos últimos meses quatro rodadas de diálogo com a conquista de acordos parciais, mas sem fechar um pacto final.

Ontem, Hamas e Fatah se despediram no Egito com o compromisso de realizar uma quinta rodada de negociações em meados de maio para pôr fim à divisão entre facções e territórios palestinos. EFE nm-sar-ap/bba

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