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Abbas acusa Israel de querer aniquilar o povo palestino de Gaza

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, acusou Israel nesta terça-feira de querer aniquilar o povo palestino na Faixa de Gaza ao se negar a deter a ofensiva militar nesse território, que já dura 18 dias.

AFP |

"É o 18º oitavo dia de agressão israelense contra nosso povo e esta agressão é mais brutal a cada dia, e o número de vítimas aumenta", afirmou Abbas na abertura de uma reunião do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), coalizão de movimentos palestinos que ele preside.

"Israel insiste nesta agressão para aniquilar nosso povo em Gaza", afirmou. "Mas o povo resiste. Continuará se defendendo e não se renderá".

O presidente da OLP, que não exerce nenhuma autoridade em Gaza - de onde suas forças foram expulsas pelo Hamas em junho de 2007 -, disse ainda que está disposto a participar de uma cúpula árabe extraordinária sobre Gaza, organizada no Catar.

Pelo menos 22 palestinos perderam a vida nas últimas horas dentro e ao redor da Cidade de Gaza, assim como em outras partes do território controlado pelo Hamas, elevando a pelo menos 940 o número de palestinos mortos na ofensiva israelense, que começou no dia 27 de dezembro.

Dois ataques aéreos durante a tarde mataram três crianças que brincavam na rua em Jabaliya (norte). Outros dois palestinos morreram em Beit Lahya.

Os tanques israelenses avançaram antes da madrugada nos bairros de Tal al Hawa, Xeque Ajlin e Zeitun, nos subúrbios da Cidade de Gaza, onde combateram militantes palestinos que disparavam obuses de morteiro, granadas e foguetes, segundo testemunhas.

Tanto os tanques quanto a aviação israelense que os apoiava bombardearam vários alvos durante as incursões, acrescentaram as testemunhas. Dezenas de casas foram destruídas ou danificadas por obuses dos tanques nesses três bairros.

Um jihadista saudita que combatia junto com radicais do Hamas morreu na ofensiva, segundo sites islâmicos.

Três soldados israelenses foram feridos, um deles, gravemente, na explosão de uma bomba no norte da Faixa de Gaza, segundo o exército.

Ao todo, dez militares e três civis israelenses morreram desde o início da ofensiva, cujo objetivo declarado é acabar com o poder de fogo do grupo radical islâmico Hamas, que há anos dispara dezenas de mísseis diariamente contra o território israelense a partir da Faixa de Gaza. Os ataques se intensificaram ainda mais depois da expulsão da Fatah e da Autoridade Palestina.

Segundo Israel, mais de 550 militantes do Hamas já foram mortos na ofensiva militar, enquanto vários outros foram feridos.

Mesmo assim, os foguetes continuam caindo sobre cidades do sul de Israel. Três deles e um morteiro foram disparados nesta terça-feira, sem deixar vítimas, segundo o exército.

"Conseguimos muitos êxitos contra o regime, a infra-estrutura e o braço militar do Hamas, mas nossa missão ainda não terminou", declarou Gabi Ashkenazi, chefe do Estado Maior israelense, insistindo no caráter "complicado" dos combates.

Na esfera diplomática, o Egito esperava nesta terça-feira que o Hamas se comprometesse, o mais rápido possível, com seu plano para conseguir um cessar-fogo em Gaza, apesar do grupo islâmico manifestar reservas a respeito.

O sublíder do braço político do Hamas no exílio em Damasco, Musa Abu Marzuk, disse nesta terça que há uma "possibilidade" de que o grupo aceite a proposta egípcia, com algumas modificações.

"Se a iniciativa for aceita, será de acordo com as bases definidas pelo movimento desde o começo, ou seja, a retirada israelense, o cessar-fogo e a abertura das passagens", indicou Marzuk ao canal de televisão Al Jazeera, do Catar.

Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá às 15H00 GMT para discutir a situação em Gaza, de acordo com o porta-voz da missão líbia na ONU, Ahmed Gebreel.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, chegará na quarta-feira ao Cairo, na primeira etapa de sua viagem pelo Oriente Médio.

bur-ezz/ap

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