A União Africana (UA) anunciou que vai suspender a Mauritânia até que o país, que sofreu um golpe de Estado esta semana, volte a ter um governo constitucional, segundo um comunicado do ministério das Relações Exteriores da Tanzânia, país que preside a UA.

"O golpe de Estado é um grave revés para a Mauritânia porque tirou do povo o direito fundamental de eleger livrevemente seus dirigentes", declarou o ministro tanzaniano das Relações Exteriores, Bernard Membe, em um comunicado publicado na noite de sexta-feira.

"A UA suspenderá a Mauritânia (como membro da organização continental) até que o país volte a ter um governo constitucional", acrescentou Membe, que preside o conselho de ministros da UA.

O chefe de Estado da Mauritânia, Sidi Ould Cheikh Abdallahi, primeiro presidente democraticamente eleito do país, foi detido em Nouakchott como parte de um golpe de Estado orquestrado pelo chefe da guarda presidencial que tinha acabado de ser demitido.

O fato acontece 15 meses após a eleição do presidente, num pleito considerado um "modelo democrático" pela África e o mundo árabe, e três anos depois do golpe de Estado militar que destituiu o presidente Maaouiya Ould Taya em agosto de 2005.

O general Mohamed Uld Abdel Aziz, líder do golpe, afirmou em seguida que iria "resolver todos os problemas do país", em sua primeira aparição pública.

A Junta Militar prometeu convocar eleições presidenciais "livres e transparentes no período mais breve possível", segundo um comunicado lido na Rádio Nacional.

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