A uma semana da eleição, republicanos advertem para fraudes

Uma inversão de papéis se deu na reta final da campanha presidencial americana de 2008. Neste ano, integrantes do Partido Republicano é que estão na ofensiva advertindo para o risco de fraude eleitoral.

BBC Brasil |


Ainda hoje há muitos democratas que acusam o presidente George W. Bush de ter chegado à Casa Branca há oito anos graças a irregularidades praticadas na eleição na Flórida, vencida por Bush por apenas 537 votos.

A uma semana da eleição, o secretário de Estado de Indiana, Todd Rokita, um republicano, jogou mais lenha na fogueira, ao dizer que tem provas de que a organização comunitária Acorn cometeu ''uma série de atos criminosos'', ao supostamente realizar falsos registros de eleitores no Estado.

De acordo com Rokita, dos 1.438 registros eleitorais realizados pela Acorn no Estado, um total de 61% contariam com irregularidades.

A Acorn, sigla em inglês para Associação de Organizadores Comunitários para Reforma Agora, é uma organização comunitária com 350 mil integrantes que defende os interesses de famílias de baixa renda e auxilia moradores pobres em áreas como habitação, seguro saúde e registro eleitoral.

A entidade, que já fez doações para a campanha do candidato presidencial democrata Barack Obama, está sendo acusada de ter fraudado 30% dos registros de 1,5 milhão de eleitores que colheu em 15 Estados.

Fraude eleitoral

No último debate presidencial, o candidato republicano John McCain havia dito que a Acorn ''talvez tenha cometido uma das maiores fraudes eleitorais na história deste país, talvez até destruindo a própria estrutura da democracia''.

Entre os registros realizados em todos os Estados Unidos pela Acorn, constavam alguns com o nome ''Mickey Mouse'', bem como a escalação do time de futebol americano Dallas Cowboys. A organização também teria registrado a mesma pessoa centenas de vezes.

Em uma carta enviada à entidade, o secretário de Estado de Indiana afirmou que a entidade promoveu registros fraudulentos, múltiplos registros para a mesma pessoa e procurou obstruir o trabalho de autoridades eleitorais.

No documento, Todd Rokita acrescentou ainda que a Acorn continuou a apresentar registros que sabia que eram fraudulentos, em vez de passar informações a respeito dos prováveis autores das fraudes às autoridades locais.

A Acorn se defendeu das acusações dizendo que estava apenas seguindo a lei que a obriga a apresentar registros eleitorais e que a entidade assinalou todos os formulários que julgava fraudulentos.

Segundo a organização, as ações de Rokita representam ''um ataque infeliz e tendencioso que visa limitar o registro eleitoral de minorias''.

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