A seis dias de referendo, opositores fazem greve de fome na Bolívia

La Paz, 4 ago (EFE).- Líderes cívicos opositores ao Governo Evo Morales iniciaram uma greve de fome para exigir que se restitua a renda petrolífera regional e se suspenda um julgamento contra o governador do departamento (estado) de Santa Cruz, Rubén Costas, informaram hoje fontes do grupo.

EFE |

O protesto, que acontece a seis dias do referendo revogatório na Bolívia, poderia se estender a outros cinco departamentos do país, segundo os dirigentes cívicos.

A greve de fome foi iniciada ontem em escritórios do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz e é liderada por seu presidente, Branco Marinkovic, que disse à imprensa que o protesto foi decidido pelo opositor Conselho Nacional Democrático (Conalde), formado pelos dirigentes de seis departamentos bolivianos.

Segundo as fontes, os governadores regionais e líderes cívicos dos departamentos de Beni, Pando, Tarija, Cochabamba e Chuquisaca, todos liderados por opositores a Morales, fazem parte, junto com Santa Cruz, do Conalde e, da mesma forma que outros setores da sociedade, se juntariam à greve de fome.

Os líderes cívicos pedem a devolução de 30% do Imposto Direto aos Hidrocarbonetos (IDH), que é retido pelo Governo para financiar uma renda destinada aos idosos maiores de 60 anos.

"Trata-se de uma decisão para recuperar nossos recursos, aqui não fazemos política", afirmou Marinkovic à rede de TV "Unitel".

A seis dias do referendo, o Executivo qualificou o protesto como uma "manobra política".

O porta-voz da Presidência Ivan Canelas ressaltou que a greve de fome iniciada em Santa Cruz "não se justifica porque as regiões estão recebendo mais dinheiro através IDH" e acrescentou que os manifestantes têm que, pelo contrário, trabalhar a favor de suas regiões. EFE rs/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG