A revolução não fracassou, mas tempos difíceis ainda são esperados em Cuba

O presidente cubano Raul Castro afirmou que a revolução comuniste lançada há 50 anos em Cuba pelo irmão Fidel não fracassou como pensam os Estados Unidos, mas previu novos tempos ainda difíceis para os cubanos.

AFP |

"Não tivemos paz e tranqüilidade", declarou Raul Castro em pronunciamento feito pela televisão antes do início das comemorações propriamente ditas dos 50 anos da revolução. "O inimigo diz que o socialismo fracassou, por que não nos deixa em paz?".

O presidente cubano, 77 anos, participa nesta quinta-feira em Santiago de Cuba das celebrações de uma das últimas revoluções marxistas no mundo, liderada por seu irmão Fidel Castro, hoje com 82 anos. O "Comandante" não aparece em público desde sua doença em julho de 2006 que o forçou a se afastar do poder em benefício de Raul Castro.

A economia cubana é deficiente há 47 anos, devido a um embargo econômico americano, e a situação degradou-se mais após a extinção da União Soviética, principal aliada de Cuba, em 1991.

Raul Castro pediu aos cubanos orgulho por terem sabido enfrentar o embargo dos Estados Unidos.

"Se há um povo capaz de encarar situações como esta é o nosso", repetiu. A revolução marxista, considerou, "trouxe numerosos pontos positivos, mas, ao mesmo tempo, apresenta problemas que deveremos confrontar".

Segundo o presidente, os principais desafios são, principalmente, a produção de alimentos e as exportações, que devem ser aumentadas.

"O sentimento de alegria é imenso", disse Raul Castro antes do pronunciamento em Santiago. "Mas deveremos fazer ainda mais".

"Não se deve acreditar que daqui para a frente tudo será fácil. Talvez seja ainda mais difícil", previu.

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