A posse presidencial, uma tradição bicentenária e às vezes muito gelada

A posse dos presidentes americanos, o ritual pelo qual passaram todos os chefes de Estado desde o primeiro, George Washington, em 1789, é realizada ao ar livre, apesar de um clima muitas vez inclemente para o novo eleito e o público que assiste à cerimônia.

AFP |

Uma grande multidão vai esperar, na próxima terça-feira, por Barack Obama no National Mall, uma vasta esplanada que se estende diante do Capitólio, sede do Congresso americano, onde o 44o. presidente americano prestará juramento à Constituição dos Estados Unidos.

Os presidente juram desde 1981 no terraço da ala ocidental do Capitólio. Foi Ronald Reagan que pediu que a cerimônia fosse realizada ali ao invés da ala oriental, como era costume desde o presidente Andrew Jackson, em 1829.

Reagan queria perstar juramento olhando para a Califórnia, estado do qual era governador antes de ser eleito presidente.

Os presidentes seguintes, Jorge H.W. Bush (1989-1993), Bill Clinton (1993-2001) e George W. Bush (desde 2001), seguiram seus passos, não para prestar homenagem à Califórnia, mas porque esta fachada dá para o al Mall, que pode acolher um número maior de pessoas.

Dois milhões de pessoas são esperadas para o evento, o que poderá bater o recorde estabelecido em 1965 por Lyndon Johnson (1963-1969) - sucessor do assassinado presidente John F. Kennedy (1961-1963) -, que jurou diante de 1,2 milhão de americanos.

Antes da segunda posse de Franklin D. Roosevelt em 1937, a cerimônia era realizada no dia 4 de março. Esta data dava quatro meses de transição para o vencedor da eleição realizada no início de novembro de cada ano bissexto.

Os progressos do transporte permitiram reduzir o período de transição e a Constituição foi modificada para antecipar a data da posse para 20 de janeiro. Com uma desvantagem: o frio do inverno que reina na capital.

Em janeiro de 1961, para o juramento de John F. Kennedy, o exército teve de derretor com lança-chamas uma camada de 20 cm de neve que recobria a avenida Pennsylvania, a artéria que passa pela Casa Branca e onde acontece o tradicional desfile.

A segunda posse de Reagan, em 1985, foi celebrada dentro do Capitólio quando o termômetro indicava -13 graus ao ar livre. Quase todos os presidentes juram com a mão esquerda sobre a Bíblia.

O presidente eleito pronunciará um texto breve de 35 palavras: "Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente cumprir escrupulosamente as funções de presidente dos Estados Unidos, e, em toda a medida de minhas possibilidades, salvaguardar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos".

O futuro presidente divulgou que vai usar su segundo nome, Hussein, na ocasião, apesar da ligação árabe que lhe valeu insinuações por parte de alguns adversários durante a campanha eleitoral.

George Washington concluiu seu primeiro juramento (mas não o segundo) com a expressão "Que Deus me ajude ", que não está prevista pela Constituição, mas que quase todos seus sucessores repetiram desde então.

O posterior discurso de posse do novo presidente deve durar uns 20 minutos. O mais curto foi pronunciado por George Washington em sua segunda posse; o mais longo por William Henry Harrison, em 1841, em meio a uma tempestade de neve.

Seu discurso durou uma hora e 45 minutos e ele morreu um mês depois devido a uma pneumonia.

kdz/bar/cn

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