A lista de possíveis vices de Obama está cada vez menor

O número de possíveis companheiros de chapa do candidato à Casa Branca Barack Obama está diminuindo, e a ex-adversária do senador de Illinois nas primárias democratas Hillary Clinton não se encontra entre os favoritos para o cargo.

AFP |

A escolha de um companheiro de chapa é freqüentemente considerada a mais importante decisão que um candidato à presidência deve tomar antes da eleição.

Segundo o jornal especializado Politico, o governador de Virginia (leste dos EUA), Tim Kaine, é o favorito. O Washington Post tem a mesma opinião e afirmou terça-feira que Kaine manteve discussões "muito sérias" com Obama nos últimos dias.

Tim Kaine, 50 anos, é o governador de um estado considerado crucial na perspectiva da eleição presidencial de novembro. Além disso, ele pode ajudar Obama a conquistar os eleitores católicos e a seduzir os latinos. Advogado dos direitos cívicos, Kaine foi missionário católico em Honduras e fala fluentemente espanhol.

Entretanto, ele é pouco conhecido no âmbito nacional, e não tem experiência sobre as questões ligadas á segurança nacional.

"Ser lembrado é motivo de orgulho", comentou Kaine a uma rádio local de Washington.

De acordo com a imprensa americana, o senador de Indiana (norte) Evan Bayh e o presidente da comissão das Relações Exteriores do senado, Joe Biden, também são candidatos sérios ao cargo de eventual vice-presidente.

Os nomes de Chris Dodd, presidente da comissão bancária do Senado, de Chuck Hagel, senador republicano de Nebraska (centro), e Kathleen Sebelius, governadora do Kansas (centro), também foram mencionados.

Ao contrário, segundo o New York Times, é pouco provável que Hillary Clinton seja designada para o cargo.

Entrevistado domingo pela rede NBC, Obama apresentou o perfil de seu eventual companheiro de chapa. "Quero uma pessoa íntegra, independente, pronta para me dizer a qualquer momento quando pensa que estou errado", enumerou.

"Teremos muitos problemas para resolver, e muito trabalho para fazer. Não estou interessado em um vice-presidente para me representar apenas nos funerais", declarou.

Obama também elogiou sua ex-adversária nas primárias, afirmando que ela é "uma das dirigentes mais eficientes, inteligentes e corajosas do Partido Democrata".

"Temos que modificar significativamente não apenas nossa política, mas também a forma como as pessoas fazem política em Washington", alertou. Para muitos observadores, Obama se referia implicitamente à ex-primeira-dama, cujo nome é associado à política de Washington desde o início dos anos 90.

Entretanto, segundo Adam Nagourney, chefe da editoria de política do New York Times, se nas próximas semanas as pesquisas passarem a apontar para uma batalha acirrada entre Obama e o candidato republicano John McCain, o senador de Illinois poderia acabar se voltando para Hillary Clinton.

Segundo uma pesquisa do Instituto Gallup publicada pelo jornal USA Today, McCain está agora à frente de Obama (49% a 45%) nas intenções de voto dos eleitores "que expressam o desejo de votar". Todas as outras pesquisas, entre elas as do Gallup apontam para uma vantagem de 3% a 8% para Obama.

Barack Obama deve anunciar o nome de seu companheiro de chapa pouco antes da convenção democrata, que começa em 25 de agosto em Denver (Colorado, oeste dos EUA).

aje/yw

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