A Liga Árabe entra no jogo

Terminaram os meses de moratória sem construções nos territórios ocupados na Cisjordânia

Nahum Sirotsky, de Israel |

Neste domingo terminaram os meses de moratória. Meses sem construções nos territórios ocupados para inspirar a retomada de conversações de paz entre israelenses e palestinos. O presidente da Autoridade Palestina, Abu Mazen, não quer assumir sozinho a responsabilidade do que fazer. Ele insiste que a última rebelião, a segunda Intifada, causou muitos estragos aos palestinos e nada de positivo. É contra intifadas e derramamento de sangue, declara.

Entre grupos direitistas israelenses que festejaram o dia 26, houve oradores prevendo total liberdade de construções com a Cisjordânia incorporada ao atual território de Israel dentro do qual os palestinos teriam cidadania. Seria, na prática, esquecer a hipótese de dois países, Israel e Palestina, um ao lado do outro, em convivência pacífica defendida por Rússia, Estados Unidos, Europa e ONU, o Quarteto. Nenhum porta-voz do governo disse mais do que recomendar que tudo se faça discretamente.

Abu Mazen pediu reunião especial da Liga dos Países Árabes. São 53 votos nas Nações Unidas. As maiores fontes de petróleo dos países ocidentais, inclusive americanos, uma força militar considerável. E temem que o Irã persa vire potência nuclear. Cinquenta e um deles jamais tiveram relações com Israel. A questão palestina interessa a todos, devido ao Irã, e nas quais existe forte presença palestina sem direito a cidadania, de baixo padrão de vida e não raro problemática. Um país palestino independente atrairia os refugiados e diminuiria o tamanho físico de Israel que não aceitam reconhecer como estado judeu.

A Liga Árabe se reunirá na primeira metade de outubro e provavelmente recomendará que Abu Mazen abandone as conversações diretas com Israel. Não recomendará uma intifada. Basta suspender as negociações para criar problema para Obama. Israel é o único país não islâmico no Oriente Médio. Um aliado. Os palestinos não são um país. Sem apoio da Liga Árabe pouco vale a voz de Abu Mazen.

E o Hamas está na espera com seus milhares de mísseis e muitas centenas de bem treinados homens-bomba para acrescentarem as decisões da Liga Árabe o toque de violência que pode atrair o Hezbolah, muito mais poderoso. Precipitar algo pior. Tais possibilidades não interessam aos governos árabes cujas massas nas ruas são sempre desestabilizadoras.

Imagina-se a reunião da Liga Árabe no próximo dia dez. Há muito tempo para a diplomacia encontrar saída pacífica para mais este impasse da questão internacional que é a mais impossível há quase um século.

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