A crise humanitária na Faixa de Gaza em números, segundo dados da ONU

A ofensiva militar de Israel contra objetivos do Hamas na Faixa de Gaza entrou neste sábado em sua segunda semana, com um saldo de pelo menos 436 palestinos mortos, quase 2.300 feridos e uma crise humanitária que preocupa a comunidade internacional.

AFP |

Reuters
Fumaça provocada por ataque israelense em Gaza neste sábado
Fumaça provocada por ataque israelense em Gaza neste sábado

Os dados abaixo foram fornecidos por agências da ONU, e ilustram o agravamento da situação na Faixa de Gaza, onde vivem 1,5 milhão de pessoas:

-- Um ataque aéreo israelense acontece a cada 20 minutos, em média. Os bombardeios se intensificam à noite.

-- Os ataques israelenses já destruíram mais de 600 alvos, incluindo estradas, edifícios públicos, delegacias de polícia e parte da infra-estrutura.

-- O sistema de saúde, já debilitado desde o início do bloqueio israelense há 18 meses, entrou em colapso.

-- Cerca de 250.000 pessoas estão sem eletricidade. A única central elétrica da Faixa de Gaza foi fechada no dia 30 de dezembro pela sexta vez desde o início de novembro por falta de combustível.

-- A água corrente é disponibilizada uma vez a cada cinco ou sete dias durante algumas horas.

-- Quarenta milhões de litros de esgoto são lançados no Mar Mediterrâneo diariamente. Em alguns locais, o esgoto se acumula nas ruas depois que o sistema de saneamento foi danificado pelos bombardeios.

-- O gás de cozinha e para calefação já não é encontrado no mercado.

-- Cerca de 80% da população depende inteiramente da ajuda humanitária.

-- Falta farinha, arroz, açúcar, laticínios e latas de conservas.

-- Israel permite diariamente a entrada de 60 caminhões carregados com produtos de primeira necessidade. Este número supera a quantidade permitida antes da ofensiva, mas ainda é inferior aos 475 veículos com ajuda humanitária que chegavam a Gaza antes de junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território.

-- Os dutos do terminal de Nahal Oz pelos quais chegava todo o combustível importado estão fechados desde sábado passado.

-- As escolas permanecem fechadas, mas muitas são utilizadas como abrigo por palestinos que fugiram de suas casas.

-- Os bancos estão fechados devido à falta de liquidez.

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