66 guerrilheiros e 2 soldados morrem no Sri Lanka

Nova Délhi - Pelo menos 66 guerrilheiros tâmeis e dois soldados morreram nas últimas horas em um bombardeio e vários combates registrados no norte do Sri Lanka, informou o governo, que rejeitou a trégua unilateral anunciada na noite dessa segunda-feira pela guerrilha.

EFE |

O bombardeio aconteceu esta manhã no distrito de Mullaitivu (nordeste), quando as Forças Aéreas cingalesas atacaram um centro do esquadrão suicida da guerrilha mataram 22 rebeldes, informou o Ministério da Defesa em comunicado.

"Os Tigres Negros tinham tramado uma operação para atacar uma instalação militar", indicou o comunicado.

Além disso, 44 guerrilheiros morreram e outros 90 ficaram feridos em combates registrados nas últimas 24 horas no norte do país, onde também perderam a vida dois soldados, segundo o Ministério da Defesa.

Os combates aconteceram nos distritos de Mannar, Vavuniya e Welioya, onde está localizada a linha da frente entre o Exército e a guerrilha Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

Ontem à noite, os Tigres tâmeis anunciaram uma trégua unilateral a partir de 26 de julho para possibilitar a realização no Sri Lanka da cúpula da Associação para a Cooperação Regional da Ásia do Sul (Saarc), mas o Governo a rejeitou hoje.

"O anúncio da trégua é um estratagema dos LTTE porque estão ficando enfraquecidos na frente de guerra. Eles querem se fortalecer e usam as negociações como desculpa. O Governo não precisa entrar em uma trégua com os LTTE", afirmou o secretário de Defesa, Gothabaya Rajapaksa, segundo a televisão estatal.

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, reiterou que a derrota da guerrilha tâmil é um requisito prévio para solucionar o conflito étnico da ilha, onde nas últimas décadas morreram 70 mil pessoas vítimas da violência.

Os Tigres tâmeis lutam há 25 anos para conseguir um Estado independente que represente a minoria tâmil no norte e leste do Sri Lanka.

Em 16 de janeiro, o governo rompeu unilateralmente os acordos de cessar-fogo assinados em 2002 e recolocou o país no estado de guerra, embora os combates entre o Exército e a guerrilha tivessem sido constantes nos meses anteriores.

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