51 mil são evacuados por chuvas entre China e Coreia do Norte

Rio Yalu, que separa os países, transbordou por conta das intensas precipitações, e inundou parte da cidade chinesa de Dandong

iG São Paulo |

O rio Yalu, fronteira natural que separa China e Coreia do Norte, transbordou por causa das intensas chuvas e inundou parte da cidade chinesa de Dandong, obrigando a retirada de 51 mil moradores. Segundo informou neste sábado a agência oficial "Xinhua", as águas deixaram três desaparecidos,  destruiu 230 imóveis e cortou a energia elétrica e as comunicações em algumas partes da cidade, que fica na Província de Liaoning. A cidade de Dandong tem 2,4 milhões de habitantes.

A força da água do rio Yalu rompeu um dique perto de Dandong por volta das 7 horas deste sábado (20h de sexta-feira em Brasília), mas uma segunda barragem evitou a inundação da zona central da cidade. As inundações pelo transbordamento do Yalu afetaram também o lado norte-coreano.

A passagem entre Dandong e Sinujiu, na Coreia do Norte, é a principal via de comunicação por terra com o exterior e uma rota comercial vital para o isolado regime norte-coreano. A zona nordeste da China acumula nos últimos dias precipitações de mais de 600 litros de água por metro quadrado, o que fez o caudal dos rios aumentar a níveis extremos.

O Centro Nacional de Meteorologia da China alertou neste sábado que as chuvas fortes continuarão nas próximas 24 horas em Liaoning e na província vizinha de Jilin.

Deslizamento de terra

A imprensa chinesa confirmou neste sábado que subiu para pelo menos 23 o número de mortos no deslizamento de terra que atingiu uma localidade da Província de Yunnan , no sul da China, na quarta-feira. Segundo informações da agência oficial "Xinhua", outras 69 pessoas seguem desaparecidas.

O número de vítimas foi atualizado pelas autoridades locais de Puladi, a localidade atingida - no distrito autônomo de Gongshan -, depois que as equipes de resgate encontraram 11 novos corpos nos trabalhos realizados neste sábado. As equipes de socorro já haviam resgatado na sexta-feira outros seis corpos em meio ao barro, e os trabalhos de busca dos desaparecidos prosseguirão, comunicaram as autoridades locais.

A maioria dos desaparecidos no desmoronamento, causado pelas intensas chuvas, são funcionários de uma mina de ferro na localidade de Puladi . Segundo o porta-voz da equipe de salvamento, "pelo menos dez caminhões carregados com minério de ferro e 21 casas foram soterradas".

Na mesma localidade, outro deslizamento de terras em 26 de junho causou a morte de 11 pessoas nas obras de construção de uma central hidroelétrica.

AP
Equipes de resgate carregam corpo de vítima de deslizamento de terra no condado de Gongshan, na Província de Yunnan, na China
O país asiático vive sua pior temporada de inundações em 12 anos, com mais de 3,4 mil mortos e desaparecidos desde o início das chuvas, em maio, com danos comparáveis aos causados pelas cheias dos rios Yang Tsé e Songhua em 1998, que ocasionaram mais de 4 mil mortes e deixaram 140 milhões de deslocados.

* Com AFP e EFE

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