Milhares de camisas vermelhas - como são chamados os partidários do ex-homem forte da Tailândia, Thaksin Shinawatra - manifestaram-se neste sábado em Bangcoc contra o novo governo de Abhisit Vejjajiva, qualificado de ilegítimo, exigindo sua partida num prazo de 15 dias.

Mais de 5.000 policiais estiveram mobilizados nas ruas da capital tailandesa.

O ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra havia sido derrubado por um golpe militar em 2006.

Detestado pela aristocracia e parte da classe média de Bangcoc, o ex-premier tem o apoio da população rural e dos mais pobres, em particular no norte da Tailândia.

Abhisit é o terceiro primeiro-ministro designado nos últimos meses no país.

Em fevereiro de 2008, Samak Sundaravej, aliado de Shinawatra, foi eleito depois das legislativas de 2007 que acabaram com 15 meses de administração militar.

Apaixonado por culinária, Samak foi destituído em setembro pela justiça por ter continuado a apresentar um programa de TV sobre o tema e a ser remunerado pela função.

Somchai, nomeado em seguida, foi obrigado a renunciar em 2 de dezembro pela Corte Constitucional, que cassou seus direitos políticos por cinco anos.

O discurso de posse, em 30 de dezembro do ano passado, do novo primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, já havia sido prejudicado por manifestações, em frente ao parlamento; a polícia de choque não conseguiu dispersar os "camisas vermelhas" na ocasião.

"Meu governo restaurará a normalidade no país e fará a Tailândia vitoriosa", afirmou o novo dirigente de 44 anos, que teve o pronunciamento também boicotado por deputados da oposição.

Abhisit disse, eatão, que queria sanar as feridas econômicas, sociais e políticas causadas por meses de protestos contra os gabinetes anteriores, que levaram milhares de opositores a ocupar a sede do governo e os dois aeroportos de Bangcoc, bloqueando o tráfego aéreo e prejudicando milhares de turistas.

"Nossa exigência é que Abhisit ordene a dissolução do Parlamento porque ele não tem legitimidade", disse Jatuporn Prompan, um dos líderes dos protestos.

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