30 soldados de Israel são feridos durante combates na Faixa de Gaza

GAZA -O comando militar israelense informou que 30 soldados foram feridos durante a primeira etapa da operação terrestre realizada na Faixa de Gaza. Segundo o comunicado, dois militares estão em estado em grave. No mesmo pronunciamento, os israelenses informaram que quatro palestinos foram mortos durante os primeiros combates diretos contra membros do Hamas.

Redação com agências internacionais |

Antes da divulgação das informações pelo estado Hebreu, fontes ligadas ao Hamas indicavam que nove soldados israelenses haviam sido mortos, o que foi negado pelo porta-voz militar de Israel.

As tropas israelenses entraram neste sábado na Faixa de Gaza e enfrentam, pela primeira vez desde o início dos bombardeios aéreos, os homens do Hamas dentro da zona de conflito. 

Ataque por terra em Gaza

Em resposta ao ataque terrestre israelense, os líderes do grupo palestino, responsável pela administração da Faixa de Gaza, ameaçaram transformar o território em um "cemitério" para os soldados israelenses.

Do outro lado, o Exército de Israel anunciou que a ofensiva terrestre, a primeira desta envergadura desde a evacuação da Faixa de Gaza, em 2005, durará "muitos dias". O governo explicou que o objetivo é "tomar o controle" dos setores de Gaza de onde são disparados os foguetes contra Israel.

Na "guerra de informações", um dirigente militar israelense afirmou que dezenas de palestinos armados foram mortos durante a ofensiva terrestre, e ressaltou a ausência de perdas israelenses.

No entanto, a rede de televisão do Hamas, a Al-Aqsa TV, mencionou vários soldados israelenses mortos no norte da Faixa de Gaza.

Saldo de vítimas

Desde o início de sua ofensiva, em 27 de dezembro, Israel ataca pelo ar e pelo mar a Faixa de Gaza, onde pelo menos 463 palestinos, entre eles 75 crianças e 21 mulheres, morreram. Cerca de 2.360 ficaram feridos, segundo fontes médicas palestinas.

Resposta pelo céu

Durante o mesmo período, cerca de 500 foguetes palestinos disparados desde a Faixa de Gaza mataram quatro pessoas em Israel, entre eles um soldado, e feriram outras 15, segundo as autoridades israelenses.

Cenário da invasão

Depois de entrarem na Faixa de Gaza, tanques israelenses abriram fogo contra posições do Hamas no norte do território, e os combatentes islâmicos responderam com tiros de morteiro, segundo testemunhas.

Explosões e trocas de tiros foram ouvidos em vários setores, enquanto as tropas, apoiadas por helicópteros Apache, avançavam na Faixa de Gaza. Os ativistas palestinos dispararam obuses de morteiro e detonaram várias bombas à beira das estradas durante sua passagem.

Uma criança palestina morreu e outras 11 pessoas ficaram feridas na explosão de um obus disparado por um tanque israelense, segundo fontes médicas e testemunhas.

"Gaza será seu cemitério, com a ajuda de Deus", afirmou um porta-voz do Hamas, Ismail Radwan, ao ler um comunicado na rede de TV do Hamas, que também divulgou uma mensagem segundo a qual "a resistência preparou centenas de homens e mulheres para conduzir operações mártires (atentados suicidas).

Em mensagem divulgada poucas horas antes, o Hamas ameaçara seqüestrar soldados israelenses.

A aviação israelense continuou com seus bombardeios e matou pelo menos 22 palestinos neste sábado, 16 deles em uma mesquita. Dois importantes líderes locais do Hamas estão entre os mortos, segundo fontes palestinas.

Já os ativistas palestinos dispararam pelo menos 15 foguetes contra o sul de Israel, onde três pessoas foram feridas em Ashdod e Netiviot, respectivamente a 30 km e 20 km da Faixa de Gaza, segundo o Exército israelense.

Governo de Israel

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, também afirmou que seu país está pronto para qualquer eventualidade na fronteira com o Líbano, em advertência velada ao movimento xiita libanês Hezbollah, que travou uma guerra contra o Estado hebreu em meados de 2006.

Para o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, o Hamas e as demais facções de "resistência" têm que infligir "o maior número possível de perdas" ao Exército israelense.

A ofensiva de Israel também provocou uma séria deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza, um território densamente povoado que já era pobre antes da guerra.

"A situação em Gaza é terrível, e muitos produtos alimentares básicos já não estão mais disponíveis", alertou Christine van Nieuwenhuyse, representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) nos territórios palestinos. 

    Leia tudo sobre: gaza

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG