Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto e a primeira-ministra, Sanna Marin
Reprodução/Flickr FinnishGovernment - 24.02.2022
Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto e a primeira-ministra, Sanna Marin

O presidente da Finlândia e a primeira-ministra anunciaram neste domingo (15) que o p aís tem a intenção se inscrever na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) .

Sauli Niinisto e Sanna Marin fizeram o anúncio durante uma entrevista coletiva no Palácio Presidencial, em Helsinque.

"Este é um dia histórico. Uma nova era começa", disse Niinisto.

Espera-se que o Parlamento finlandês concorde com a decisão nos próximos dias. No entanto, essa aprovação é considerada uma formalidade.

De acordo com o presidente, um pedido formal de adesão também será submetido à sede da Otan em Bruxelas, possivelmente na próxima semana.

Reunião em Berlim

Diplomatas da Otan estão reunidos neste domingo (15), em Berlim, Alemanha, para discutir o apoio à Ucrânia e os movimentos da Finlândia, Suécia e outros para se juntarem diante das ameaças da russas.

Durante a reunião, um alto funcionário da Otan afirmou o avanço militar da Rússia na Ucrânia parece estar falhando e expressou esperança de que o país possa vencer a guerra.

"A brutal invasão (pela) Rússia está perdendo força", afirmou o vice-secretário geral da Otan, Mircea Geoana, a repórteres.

"Sabemos que com a bravura do povo e do exército ucranianos e com a nossa ajuda, a Ucrânia pode vencer esta guerra."

Geoana, que estava presidindo a reunião disse que os apoiadores da Ucrânia estão "unidos, somos fortes, continuaremos a ajudar a Ucrânia a vencer esta guerra".

Outra questão que está sendo discutida em Berlim é a expansão da Otan para além de seus atuais 30 estados membros.

A Suécia também já tomou medidas para aderir à aliança, apesar das advertências de Moscou sobre as consequências se seu vizinho se tornar parte da Otan.

"A Finlândia e a Suécia já são os parceiros mais próximos da Otan", disse Geoana, ela acrescentou que espera que os aliados vejam suas aplicações de forma positiva.

Já a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, afirmou que seu país e outros deixaram claro durante um jantar no sábado que estariam dispostos a acelerar o processo nacional de ratificação para Finlândia e Suécia.

"Se esses dois países estão decidindo se juntar, eles podem se juntar muito rapidamente", disse ela.

O atual ministro das Relações Exteriores da Dinamarca rejeitou as sugestões de que as objeções do presidente russo, Vladimir Putin , poderiam impedir a aliança de permitir a entrada de novos membros.

"Cada país europeu tem o direito fundamental de escolher seu próprio arranjo de segurança", disse Jeppe Kofod a repórteres.

"Vemos agora um mundo onde o inimigo número um da democracia é Putin e o pensamento que ele representa", afirmou ele, dizendo que a Otan também ficaria com outros países, como a Geórgia, que ele disse estarem sendo "instrumentalizados" pela Rússia.

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