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Medidas econômicas atingem o setor automobilístico, de ouro e de metais preciosos; segundo Mike Pompeo, é preciso "exercer pressão máxima"

Para retirar os Estados Unidos do acordo nuclear do Irã, Donald Trump afirmou que ele era 'o pior possível'
Reprodução/The Boston Globe
Para retirar os Estados Unidos do acordo nuclear do Irã, Donald Trump afirmou que ele era 'o pior possível'

Os Estados Unidos passaram a adotar, a partir desta terça-feira (7), suas primeiras sanções contra o Irã, após a saída do governo norte-americano do acordo nuclear iraniano. Chamado de Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), o acordo estabelecia limites para o enriquecimento de urânio no país.

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Essas sanções, que já estão sendo aplicadas hoje, atingem o comércio de ouro, metais preciosos, alumínio e aço – além da venda de automóveis fabricados no Irã e transações financeiras relacionadas com o sistema ferroviário iraniano.

De acordo com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, Washington faz uma "campanha de pressão diplomática e financeira para cortar fundos que o regime usa para enriquecer e apoiar a morte e a destruição". "Temos a obrigação de exercer pressão máxima sobre a capacidade do regime de gerar e movimentar dinheiro, e vamos fazê-lo", disse ele.

Acordo com o Irã

A bandeira dos Estados Unidos chegou a ser queimada no parlamento do Irã, devido à relação entre os dois países
Reprodução/NYMag
A bandeira dos Estados Unidos chegou a ser queimada no parlamento do Irã, devido à relação entre os dois países

Firmado em 2015, esse acordo foi fruto da negociação iraniano com outros cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, além da Alemanha, o denominado P5 +1 ).

No documento original, havia um texto para o estoque de urânio enriquecido iraniano – um material utilizado na produção de combustível para reatores, e armas nucleares – durante 15 anos.

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Na intenção de tirar os Estados Unidos do acordo, o presidente Donald Trump afirmou que ele era "o pior possível" e que não garantia que os iranianos não estivessem produzindo armas nucleares.

Imediatamente, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, reagiu, afirmando que Trump tentava fazer uma guerra psicológica e afirmou ser a favor da diplomacia e das conversas, mas que as negociações precisam ser honestas.

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“Qual o significado de falar em negociação quando você impõe sanções ao mesmo tempo?, questionou. "É um rival puxando uma faca para esfaquear o inimigo, ao mesmo tempo em que diz que quer conversar”, afirmou o presidente do Irã .

* Com informações da Agência Brasil.