Após sofrer dois ataques em dois dias, menor de idade foi encontrada inconsciente pela polícia e suspeitos foram presos; em paralelo com o caso, houve mais uma denúncia de estupro coletivo ocorrido em escola indiana

Diante de crescimento de casos de estupro coletivo, mulheres indianas protestaram contra os crimes em todo o país
Reprodução/Twitter
Diante de crescimento de casos de estupro coletivo, mulheres indianas protestaram contra os crimes em todo o país

Uma menina de 14 anos foi sequestrada e estuprada por gangues duas vezes em um período de apenas dois dias na Índia. Informações do jornal Metro apontaram que a garota foi vítima de estrupo coletivo após ser convencida pelo amigo Mohit Baradwaj, de 22 anos, a deixar sua casa e ir até a residência de Rahul Bhonde, de 24, onde foi violentada por vários homens na última sexta-feira (6).

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A polícia local informou que a menina foi mantida na propriedade de Bhonde durante a noite, sendo libertada pelos indianos no dia seguinte. Em 8 de julho, o crime de estupro coletivo se repetiu, com a vítima sendo raptada e estuprada por Bunty Bhalavi, 23, Ankit Raghuvanshi, 25, e Amit Vishwakarma, 21. Ela foi encontrada inconsciente pelas autoridades e os suspeitos foram levados à delegacia, onde permanecem presos.

Casos de estupro coletivo e onda de protestos na Índia

Enquanto o caso permanece sendo investigado pela polícia, uma onda de protestos tem tomado conta do país devido ao aumento de estupros nos últimos dois anos. Segundo a CNN , no mesmo dia em que o primeiro crime contra a garota de 14 anos foi executado, outra indiana de 15 anos decidiu quebrar o silêncio e denunciar abusos sexuais que vinha sofrendo desde fevereiro na escola onde estudava.

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Os oficiais da delegacia de Ekma, no leste do estado de Bihar, relataram ao canal que sete pessoas foram presas após a denúncia da menor de idade, que alegou ter sido violentada sexualmente por professores e colegas de sala ao longo de seis meses.

Durante as investigações, a menina contou ter sido estuprada por quatro colegas de sala, sendo posteriormente violentada por outras pessoas sob ameaça de que “seria exposta para toda a escola se não os obedecesse”.

"Ainda estamos investigando, mas já conseguimos identificar alguns suspeitos. O diretor, dois professores e quatro alunos menores de idade foram presos. Todos eles negaram envolvimento no crime e não quiseram contar quem mais participou do período de abusos a garota. O caso já foi transferido à justiça e estamos trabalhando para localizarmos os demais criminosos o mais rápido possível”, afirmou o inspetor-geral em Saran, Vijay Kumar Verma.

De acordo com o Departamento Nacional de Registros Criminais, ambos os casos integram uma lista gigantesca de crimes de violência sexual registrados no país. O órgão expôs que todos os dias, cerca de 100 casos de estupro são denunciados na Índia, e que só em 2016, mais de 55 mil mulheres, incluindo menores de idade, foram violadas em território indiano.  

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Tal fato desencadeou uma onde de protestos que vem ocorrendo desde abril. As manifestantes tomaram as principais vias do país para pedirem leis que intervenham no crime de abuso sexual e para reivindicar justiça acerca da morte de uma criança de oito anos no estado de Jammu, no norte da Índia. O incidente tornou-se um ponto de partida para a reforma legal, com a introdução de uma lei temporária que condena à pena de morte pessoas que tenham cometido estupro coletivo com crianças e adolescentes. 

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