Cai Liqun e Huang Zhenye eram condenados por tráfico de drogas e, por isso, foram fuzilados no evento público que contou com presença de crianças

Huang Zhenye e Cai Liqun foram condenados à pena de morte e fuzilados em evento contra tráfico de drogas no sul chinês
Reprodução/China News
Huang Zhenye e Cai Liqun foram condenados à pena de morte e fuzilados em evento contra tráfico de drogas no sul chinês

Dois homens foram condenados à pena de morte e fuzilados após serem considerados culpados por tráfico de drogas na China. Após o veredicto dado pelo governo, 300 moradores da província de Hainan se reuniram para assistir à execução. As autoridades locais pediram para que crianças comparecessem ao evento intitulado "Dia Internacional Contra o Abuso de Drogas", afirmando que "assistindo ao ato poderiam se educar e se manter alertas sobre atos criminosos".

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Informações do jornal Metro apontaram que, durante a condenação à  pena de morte de Cai Liqun e Huang Zhenye, os residentes publicaram vídeos e fotos em suas redes sociais, além de compartilharem os registros com membros de suas famílias.

Liqun, de 39 anos, foi considerado culpado por vender metanfetamina e magu, uma nova mistura de metanfetamina e cafeína, que tem se popularizado na China.

Segundo o Tribunal Popular Intermediário de Haikou, Cai comprou as drogas pelo correio antes de vendê-las em diferentes áreas no sul do país entre setembro e novembro de 2015. Eles ainda comunicaram que o segundo condenado, Huang Zhengye, de 36 anos, foi sentenciado por vender metanfetamina no mesmo período em que Liqun.

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Desfecho dos casos e sentenças de pena de morte

Ambas as sentenças foram anunciadas no campo de esportes de Haikou nesta semana por uma juíza. "Cai Liqun e Huang Zhenye devem se manifestar e se posicionar para serem executados agora”, comunicou durante o evento onde mais oito pessoas foram condenadas à morte.

Vale mencionar que, na China, as execuções como eventos públicos  reúnem milhares de pessoas e são extremamente comuns. À China News , o professor da escola de Yunlong, Pan Hui, disse que “tais iniciativas podem ajudar a ‘educar’ e ‘amedrontar’ as crianças, as repreendendo de cometer crimes no futuro”.

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"Nossa escola vem realizando campanhas educacionais antidrogas constantemente para manter os estudantes longe dessas substâncias”, acrescentou Hui. Opiniões contrárias à  pena de morte e às ações punitivas também foram manifestadas. William Nee, da Anistia Internacional, definiu a execução dos chineses como algo “bárbaro e trágico”.  

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