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Stormy Daniels e Donald Trump teriam se relacionado do verão de 2006 até 2007, quando ele e a então primeira-dama já eram casados; o advogado do presidente teria pago US$ 130 mil à ela, na época, em troca do seu silêncio

A atriz pornô Stormy Daniels quer anular o acordo por não conter a assinatura do então presidente, Donald Trump
Wikimedia Commons
A atriz pornô Stormy Daniels quer anular o acordo por não conter a assinatura do então presidente, Donald Trump

A atriz pornô Stormy Daniels entrou com um processo contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (6), para anular o acordo de confidencialidade assinado por ela, onde se comprometia em não revelar uma suposta relação entre os dois mantida há alguns anos.

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O acordo foi assinado pelo advogado de Trump , Michael Cohen, e não pelo próprio presidente norte-americano, o que, segundo Daniels, torna o pacto ilegítimo. Registrada como Stephanie Clifford, a americana solicitou ao tribunal de Los Angeles que declare o trato “inválido, inaplicável e/ou nulo”.

 O documento foi validado pouco antes das eleições presidenciais em 2016. Na época, a atriz pornô recebeu US$ 130 mil. De acordo com o processo, Trump estava ciente do pagamento à Daniels, que aconteceu dias antes da disputa.

O advogado da atriz pornô, Michael Avenatti, anunciou em seu Twitter que, de acordo com o processo, Daniels e Trump se relacionaram intimamente do verão de 2006 até 2007, incluindo vários encontros em um hotel de Beverly Hills, em Los Angeles.

O casamento do republicano com a primeira-dama, Melania Trump, aconteceu em janeiro de 2005, sendo que o único filho do casal, Barron, nasceu em março de 2006.

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Processo

Segundo o documento, Avenatti afirma que Cohen foi atrás de Daniels pouco tempo antes das eleições para selar o pacto de silêncio, com o objetivo de proteger a imagem do então presidente que, naquela época, já estava cercado de escândalos.

O texto também indica que Cohen chegou a procurar a atriz pornô no início deste ano, quando o escândalo começou a vir à tona, para tentar “intimidá-la” para manter o sigilo, forçando-a a assinar um contrato onde Daniels negou tudo.

O caso está nas mãos da Comissão Eleitoral Federal dos EUA , que abriu uma investigação para analisar o pagamento, e averiguar se há alguma ligação com uma recente denúncia de um suposto desvio de fundos da campanha de Trump.

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