Pela primeira vez, Trump fala em mudar regras sobre porte de armas nos EUA

Em cinco anos, foram cerca de 300 tiroteios registrados em várias escolas; republicano quer apurar antecedentes criminais de quem for comprar armas
Foto: White House/Reprodução
Nesta quarta-feira, Donald Trump também deve se reunir com professores e alunos para discutir a segurança nas escolas

Os protestos na Flórida e em frente à Casa Branca, organizados por alunos da escola de Parksland, onde um jovem matou 17 pessoas e feriu 14 na semana passada, deram algum resultado. Afinal, pela primeira vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou em realizar mudanças nas regras para porte de armas no país. 

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Nesta terça-feira (21), Donald Trump comentou no Twitter que republicanos e democratas devem se concentrar no fortalecimento da verificação de antecedentes criminais de quem for portar armas. 

Essa é uma proposta antiga das entidades que lutam pelo controle de armas, até então criticada pela NRA, a associação nacional do rifle, que mantém poderoso lobby no Congresso, com doações de grandes valores em dinheiro para financiar campanhas eleitorais no país.

Em evento em Washington, também nessa terça, Trump voltou a afirmar que é preciso mais proteção para as crianças.

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Além disso, o presidente norte-americano anunciou ter assinado um documento recomendando que o Departamento de Justiça proponha uma lei ao Congresso que proíba o uso dos chamados bump stocks, dispositivos que permitem que fuzis semiautomáticos disparem rajadas contínuas e passem a funcionar como armas automáticas.

Massacre na Flórida

Nos últimos cinco anos foram registrados cerca de 300 tiroteios dentro das escolas norte-americanas, segundo as estatísticas oficiais. Porém, a pressão por mudanças aumentou após o massacre na escola da Flórida, ocorrido há uma semana. Pais, alunos e professores fizeram marchas e protestos cobrando mudanças nas regras sobre a venda de armas.

O Departamento de Crianças e Famílias da Flórida informou que Nikolas Cruz, acusado do massacre na escola de ensino médio, sofria de depressão e teve diagnóstico de autismo e déficit de atenção.

Mesmo assim, ele conseguiu comprar uma arma depois de ter recebido prescrição de remédios controlados e de ter sido considerado uma pessoa vulnerável de acordo com o documento médico.

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Donald Trump pretende que suas discretas alterações nas regras do porte de armas sejam o suficiente para que o elevado número de tiroteio em escolas caia bruscamente. 

* Com informações da Agência Brasil.

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