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Kremlin promete analisar lista para decidir qual resposta dará aos norte-americanos; ao todo, são citados 114 políticos e 96 oligarcas que teriam se beneficiado do contato íntimo com o presidente russo de diferente formas

'Lista Putin' conta com nomes de políticos, empresários e oligarcas russos ligados ao presidente
The Presidential Press and Information Office
'Lista Putin' conta com nomes de políticos, empresários e oligarcas russos ligados ao presidente

O governo dos Estados Unidos divulgou, durante a noite desta segunda-feira (29), uma polêmica lista com nomes de políticos, empresários e oligarcas russos que supostamente são ligados ao presidente Vladimir Putin . As pessoas citadas na chamada 'lista Putin' teriam se beneficiado das suas relações íntimas com o líder do Kremlin.

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A lista Putin , elaborada pelo Tesouro dos Estados Unidos, é composta por 210 pessoas. Nela, são citados 114 políticos e 96 oligarcas, como o magnata petroleiro Roman Abramovich, dono do Chelsea; o empresário Oleg Deripaska; e o bilionário Vladimir Potanin.

Entre os altos funcionários políticos do Kremlin com o nome na lista, estão o premier Dmitri Medvedev, o chanceler Serguei Lavrov e vários assessores e chefes da inteligência.

A divulgação do documento era esperada, devido a uma lei aprovada no Congresso para aplicar novas sanções contra a Rússia pelas suspostas interferências de Moscou nas eleições presidenciais norte-americanas em 2016. O objetivo da denúncia é identificar os aliados de Putin que seriam alvo das sanções.

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No entanto, o Departamento de Estado e o gabinete do presidente norte-americano, Donald Trump, informaram nessa semana que não serão impostas novas sanções à Rússia neste momento, demonstrando confiança nas restrições já aplicadas, as quais afetam a venda de armas do país.

Relações tensas e espera de resposta

Mesmo assim, o presidente da Comissão Parlamentar de Relações Exteriores da Rússia na Duma (Câmara Baixa), Leonid Slutsky, afirmou que a lista deve "complicar" as relações já tensas entre os dois países.

"A lista, que compreende, basicamente, a administração pública inteira da Rússia e os líderes das principais corporações estatais, mina a possibilidade de um diálogo extra, que já está em seu nível mais baixo, com os EUA", disse Slutsky.

"Até onde sei, não estamos em guerra. Essa publicação viola completamente todos os princípios de cooperação internacional. Não tem precedentes", advertiu o presidente da comissão.

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O Kremlin, sede do governo da Rússia, anunciou nesta terça-feira (30) que analisará a chamada lista Putin para decidir se deve tomar alguma medida em resposta.

* Com informações da Agência Ansa.