Jonatan Diniz seria membro de uma ONG filantrópica que atua no país venezuelano, mas que foi considerada uma organização criminosa

Prisão do brasileiro Jonatan Moisés Diniz,  ocorrida essa semana na Venezuela, foi anunciada por um deputado
Reprodução/ Facebook/ Jonatan Diniz
Prisão do brasileiro Jonatan Moisés Diniz, ocorrida essa semana na Venezuela, foi anunciada por um deputado

O Ministério das Relações Exteriores está em negociação com o governo da Venezuela na tentativa de obter a liberação de um brasileiro preso no país vizinho essa semana. De acordo com o governo brasileiro, o Consulado do Brasil em Caracas mantém contato com as autoridades locais e com a família do jovem detido.

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Segundo agências internacionais, a prisão do brasileiro Jonatan Moisés Diniz, de 31 anos, ocorrida essa semana na Venezuela , foi anunciada pelo deputado Diosdado Cabello, um dos principais nomes do governo Nicolás Maduro. De acordo com o ministério das Relações Exteriores, informações pessoais sobre o caso não serão divulgadas em respeito à privacidade do brasileiro.

Jonatan Diniz seria membro de uma ONG filantrópica que atua no país venezuelano, mas de acordo com o deputado chavista, a entidade atua, na prática, como uma organização criminosa com “tentáculos internacionais”.

Tensão entre países

Os governos brasileiro e venezuelano estão em crise diplomática desde a semana passada, quando o embaixador do Brasil em Caracas foi declarado persona non grata  pela Assembleia Nacional Constituinte.

A Assembleia Constituinte venezuelana foi eleita sob protestos violentos em agosto desse ano, num processo em que opositores ao chavismo alegaram ter sido manipulado pelo presidente Nicolás Maduro. Tão logo os integrantes do órgão tomaram posse, foi aprovada medida para reduzir as atribuições da Assembleia Nacional, o Congresso venezuelano, tomando para si as incumbências do Poder Legislativo no país.

A presidente da Assembleia Constituinte afirmou ao anunciar a expulsão do embaixador brasileiro Ruy Pereira que a medida será mantida até que "se restitua a ordem constitucional que o governo Temer rompeu no Brasil, após a destituição da presidente Dilma Rousseff".

O posto de Ruy Pereira deve ser provisoriamente ocupado pelo integrante do corpo diplomático brasileiro no país encarregado de negócios. Trata-se do segundo representante do Brasil há mais tempo em solo venezuelano, atrás somente do próprio Ruy Pereira, que ocupava o cargo desde 2013.

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Na terça-feira (26), o governo brasileiro decidiu declarar o encarregado de negócios da Embaixada da Venezuela no Brasil, Girard Antonio Delgado Maldonado, também como persona non grata. 

* Com informações da Agência Brasil

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