EUA detêm terrorista que planejava atentado em nome do Estado Islâmico no Natal

Perguntado sobre o seu plano de fuga, terrorista assumiu que estava pronto para morrer; em sua casa, foram encontrados uma carta e um testamento
Foto: Reprodução/Facebook
Everitt Aaron Jameson é ex-fuzileiro naval americano e é acusado de fornecer apoio ao Estado Islâmico

Um homem de 26 anos foi detido, nesta sexta-feira (22), acusado de planejar um atentado terrorista em nome do Estado Islâmico em um ponto turístico de São Francisco, na Califórnia. O ataque aconteceria no dia de Natal, segunda-feira (25).

De acordo com a NBC , Everitt Aaron Jameson é ex-fuzileiro naval americano e é acusado de fornecer "apoio ou recursos materiais a uma organização terrorista estrangeira" entre 24 de outubro e 20 de dezembro. O grupo em questão é o Estado Islâmico .

Em um documento escrito por Christopher McKinney, agente especial do FBI, está claro que Jameson expressou sua vontade de "fazer qualquer coisa" pela "causa terrorista".

Não ficou claro como seria o ataque, mas o palco do massacre seria o Pier 39 de São Francisco, descrita como "uma área bastante lotada", já conhecida pelo terrorista.

Quando perguntado sobre o plano de fuga, o terrorista assumiu ao FBI que estava pronto para morrer.

Planos do terrorista

Jameson converteu-se ao islã há dois anos e, ainda segundo os agentes de segurança norte-americanos, "abraçou as crenças radicais dos jihadistas", refletidas em publicações que remetem ao terrorismo nas redes sociais.

Foi um informante habitual do FBI que denunciou às autoridades a atividade cibernética suspeita de Jameson.

Como o terrorista alegadamente mostrou apoio ao atropelamento que deixou oito mortos em Nova York no dia 31 de outubro e também elogiou um tiroteio em massa ocorrido em 2015, acredita-se que o seu plano incluía uma combinação dos dois ataques.

Em buscas feitas na casa do ex-fuzileiro, foram encontrados um documento revelando suas últimas vontades e um testamento – o que comprova a vontade de cometer suicídio. Ao lado disso, uma carta com diversas referências islâmicas assumia a autoria de alguns atos e várias armas e munições mostravam o quanto ele estava armado. 

Em um comunicado do Departamento de Justiça, o procurador-geral Jeff Sessions disse, nesta sexta, que os agentes do FBI "ajudaram mais uma vez a frustrar um suposto complô para assassinar cidadãos americanos". O Estado Islâmico não comentou oficialmente sobre esse terrorista.

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