Embaixador do Brasil é expulso da Venezuela por causa de 'golpe a Dilma'

Presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela disse que declaração será mantida até que "se restitua a ordem constitucional que o governo Temer rompeu no brasil, após a destituição da presidente Dilma Rousseff"
Foto: Agência Lusa
Presidente da Assembleia Constituinte, convocada por Maduro, declarou o embaixador do Brasil 'persona non grata' no país

A Venezuela declarou, na tarde deste sábado (23), o embaixador do Brasil 'persona non grata' no país. A decisão foi anunciada pela presidente da Assembleia Nacional Constituinte do país, Delcy Rodriguez.

Leia também: José Dirceu vai receber aposentadoria de quase R$ 10 mil como ex-deputado

Na prática, isso significa que o embaixador do Brasil na Venezuela, Ruy Pereira, tem entre 24 a 72 horas para deixar o país. Como ele já estava no Brasil para passar os feriados de final de ano, não poderá voltar à Venezuela até que essa condição seja alterada.

De acordo com Delcy, a declaração será mantida até que "se restitua a ordem constitucional que o governo Temer rompeu no Brasil, após a destituição da presidente Dilma Rousseff".

A declaração da presidente da Assembleia foi transmitida em rede nacional, pela televisão estatal.

Além de Pereira, ela também declarou o encarregado de negócios do Canadá 'persona non grata'. No caso do diplomata canadense, "a medida é uma resposta a sua permanente, insistente e grosseira intromissão nos assuntos internos da Venezuela", afirmou.

Resposta a jornalistas

As declarações da presidente da Assembleia foram feitas em resposta aos jornalistas que acompanhavam uma coletiva de imprensa nesta tarde e perguntaram a respeito do posicionamento dos outros países frente à participação de partidos no processo eleitoral.

Leia também: Lula perde pênalti, ganha nova chance e marca em inauguração de campo do MST

"Neste ano, depois do golpe de estado que houve no Brasil, contra a presidente Dilma Rousseff, foi aprovada no Congresso a chamada cláusula de barreira, justamente que impede que partidos pequenos possam ter participação eleitoral", declarou.

Ela explicou ainda que, na Venezuela, que possui um "sistema plural de partido política", há uma "ampla gama de partidos políticos, com tendências políticas e ideológicas diversas, e plurais". O que, "no caso do Brasil, se evitaria que partidos minoritários possam ter algum tipo de participação política.”

O embaixador do Brasil na Venezuela chegou no País nesta semana e ainda não se pronunciou sobre a decisão venezuelana sobre ele.

Leia também: Gilmar suspende medidas cautelares e libera Rosinha Garotinho de tornozeleira

Link deste artigo: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2017-12-23/embaixador-brasil-venezuela.html