Manifestação na Faixa de Gaza contra decisão de Trump deixa mais dois mortos

Vítimas fatais eram palestinos; protestos ocorrem contra a decisão do presidente dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel
Foto: Reprodução/Twitter
Com ataque realizado na Faixa de Gaza, mais dois são mortos após anúncio de Donald Trump sobre Jerusalém

Ao menos dois palestinos morreram e 40 ficaram feridos nesta sexta-feira (22) durante conflitos com soldados israelenses na Faixa de Gaza em  mais um protesto contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Segundo a agência Mann, citando fontes locais, até o momento, apenas uma das vítimas fatais foi identificada. Zakaria Al Kafarneh, de 24 anos, foi baleado no peito perto de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza , durante os tumultos ao longo do muro que separa Israel da Palestina. Durante a mesma manifestação, que reúne cerca de duas mil pessoas, outras 40 pessoas ficaram feridas - uma delas em estado gravíssimo – de acordo com o Ministério da Saúde palestino.

Na Cisjordânia, pelo menos 1700 palestinos também realizam um protesto contra a polêmica decisão de Trump. Os atos foram convocados pelo grupo Hamas. Na última quinta-feira (21), a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, por ampla maioria, uma resolução que condena o reconhecimento por Washington de Jerusalém como a capital de Israel.

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Fora da Unesco

Nesta sexta-feira (22), o governo de Israel anunciou que o país deixará a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) até o fim de 2018, seguindo o exemplo dos Estados Unidos.

Em 12 de outubro, após o rompimento entre Washington e a entidade, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já havia dito que daria instruções para "preparar" a retirada de seu país, mas essa é a primeira vez que seu governo determina um prazo.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a decisão foi tomada por causa dos "ataques sistemáticos" da Unesco e de suas "tentativas de desconectar a história hebraica da terra de Israel". A carta formal de desfiliação deve ser apresentada ainda neste ano, e a saída será efetivada até o fim de 2018.

O rompimento dos EUA foi motivado pelas recentes resoluções da entidade contra Israel, como aquela que retira do país a soberania sobre Jerusalém e outra que se refere a locais sagrados para judeus e muçulmanos apenas pelo nome islâmico.

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Além disso, a Unesco já condenou os assentamentos em Hebron, na Cisjordânia, declarada como "patrimônio histórico palestino". Os Estados Unidos têm atualmente uma dívida de US$ 500 milhões com a organização, quantia acumulada desde 2011, quando as contribuições foram suspensas por causa do reconhecimento da Palestina como Estado-membro. 

Conflitos

Os protestos na Faixa de Gaza vêm ocorrendo diariamente desde o anúncio de Trump. Israel considera Jerusalém como sua capital eterna e indivisível e quer todas as embaixadas na cidade. Os palestinos querem a capital de um futuro Estado independente no setor oriental de Jerusalém, que os israelenses capturaram na Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexaram, numa ação jamais reconhecida internacionalmente.

* Com informações da Ansa

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