O tempo de sobrevivência dos 44 tripulantes já ultrapassou o limite; buscas pelo ARA San Juan, desaparecido há 15 dias, continuam no oceano Atlântico

Argentinos prestam homenagens a tripulantes do submarino ARA San Juan, desaparecido desde o dia 15
Divulgação/Armada Argentina
Argentinos prestam homenagens a tripulantes do submarino ARA San Juan, desaparecido desde o dia 15

A Marinha da Argentina anunciou, nesta quinta-feira (30), que não busca mais sobreviventes do submarino desaparecido no oceano Atlântico, já que o tempo de sobrevivência dos 44 tripulantes já passou.No entanto, disse que continuará com as buscas pelo ARA San Juan, desaparecido há 15 dias.

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O anunciou foi feito pelo capitão e porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, quando perguntado se as autoridades descartam encontrar sobreviventes. De acordo com Balbi "até que não haja a localização" do submarino , não será dada uma "confirmação categórica" a respeito, mas que já se passou o dobro do tempo das possibilidades de resgatá-los".

 E ele afirmou que ainda não há sinal do submarino. "A integração dos recursos SAR (busca e resgate) disponíveis nacionais, internacionais, estatais e particulares em rede de cooperação destinada à proteção de vidas humanas não encontrou evidência alguma do naufrágio nas áreas exploradas", afirmou o capitão e porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.

O Ministério da Defesa e a Marinha continuarão a busca do San Juan no fundo do Oceano Atlântico.

Desaparecido

O ARA San Juan, das forças da Marinha da Argentina, partiu de Ushuaia, no extremo sul do país, rumo a Mar del Plata, a 400 quilômetros da capital, Buenos Aires no dia 13 de novembro. Quando sumiu, navegava a 430 quilômetros de distância da costa argentina, na altura do golfo San Jorge, entre as províncias Chabut e Santa Cruz.

No dia 23 de novembro,  Balbi confirmou que "foi registrado um evento anômalo, curto, violento e não nuclear, equivalente a uma explosão ". No dia 28, a mídia argentina reportou que tripulantes do submarino relataram problemas envolvendo entrada de água no equipamento e  curto-circuito nas baterias horas antes de sumir dos radares.

No dia 24, Luis Tagliapietra, pai de Alejandro Damián, um dos tripulantes, afirmou que que depois da notícia de que o barulho de uma explosão pode estar ligado ao desparecimento do submarino, um dos chefes do seu filho foi prestar condolências a ele, confirmando as mortes dos passageiros .

Tagliapietra afirmou ainda que fez perguntas sobre quando e como pode ter ocorrido a explosão e se a embarcação havia seguido diretamente para o local de destino. Segundo ele, o chefe do seu filho afirmou que tudo estava em perfeitas condições e que o submarino estava seguindo o trajeto correto.

*com informações da Agência Brasil

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