Marinha argentina nega ter sinal de submarino; oxigênio só deve durar até hoje

Porta-voz da corporação jogou balde de água fria após notícias sobre pista ser detectada no sul da Patagônia darem nova esperança nas buscas; embarcação está desaparecida há uma semana com 44 tripulantes a bordo
Foto: Divulgação/Armada Argentina
Porta-voz da Marinha Argentina, Enrique Balbi disse que força-tarefa não encontrou sinais do submarino ARA San Juan

O porta-voz da Marinha argentina Enrique Balbi afirmou nesta quarta-feira (22) que a força-tarefa que atua nas buscas do submarino ARA San Juan, desaparecido desde a última quarta-feira (15) com 44 pessoas a bordo , ainda não encontrou nenhum sinal da embarcação. Hoje é considerado um dia crítico para as tentativas de resgate pois o oxigênio disponível para os tripulantes só deve ser suficiente para mais esse dia.

A informação de Balbi joga um balde de água fria nas esperanças criadas após o jornal El Clarín , um dos principais da Argentina, noticiar que um "novo sinal" supostamente do submarino havia sido identificado na noite dessa terça-feira (21).

O porta-voz da Marinha argentina confirmou que, por volta das 19h de ontem (horário local), um navio inglês identificou possíveis pistas no mar que banha a região da Patagônia, no extremo sul do continente. Segundo Balbi, a informação foi repassada à Base Naval de Puerto Belgrano, onde está estabelecido o Centro de Coordenação de Busca e Resgate do ARA San Juan.

Foto: Divulgação/Marinha da Argentina
Contato com submarino foi perdido no dia 15

"Foi ordenado o envio de três embarcações da Marinha argentina para fazer uma patrulha marítima noturna e avaliar o uso dos sonares, mantendo uma escuta ativa e passiva de qualquer contato que pudesse ser emitido pelo submarino", relatou Balbi, acrescentando que uma aeronave americana equipada com um detector de anomalia magnética também sobrevoou a região.

"Foram empregados três métodos para corroborar um contato (acústico, térmico e magnético) e não há indicação da presença do submarino. Continuamos trabalhando na operação de busca e resgate do ARA San Juan", sentenciou o porta-voz da Marinha nesta manhã.

Corrida contra o relógio

O submarino ARA San Juan partiu há nove dias da região do Ushuaia, no extremo sul da Argentina, e deveria ter chegado no domingo (19) à sua base naval, em Mar del Plata, 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires. A comunicação com a embarcação foi perdida há uma semana.

O presidente argentino, Mauricio Macri, se reuniu ontem com o ministro da Defesa do país e autoridades envolvidas nas buscas pelo ARA San Juan . "Estamos fazendo uma busca intensiva, usando todos os recursos nacionais disponíveis e com cooperação internacional para encontrá-los", garantiu Macri.

De acordo com informações da agência EFE, o  submarino efetuou sete chamadas por satélite para diferentes bases navais no último sábado (18), mas os contatos não chegaram a ser concluídos. "Não perdemos as esperanças, mas estamos entrando em uma fase crítica", reconheceu o capitão Enrique Balbi, conforme reportou a agência Ansa.

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