Último contato com a embarcação foi na manhã da última quarta-feira (17); a Marinha não levanta hipóteses para o que poderia ter causado o sumiço

“Que tudo acabe bem! Que deus os proteja!”.  

Esta é mais um das frases espalhadas pelas redes sociais da Argentina para falar sobre um assunto inusitado que mobiliza o país desde última quarta-feira (17), o sumiço de um submarino e seus 44 tripulantes.


O ARA San Juan, das forças da Marinha da Argentina, partiu de Ushuaia, no extremo sul do país, rumo a Mar del Plata, a 400 quilômetros da capital, Buenos Aires . Quando sumiu,  navegava a 430 quilômetros de distância da costa argentina, na altura do golfo San Jorge, entre as províncias Chabut e Santa Cruz.

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Ao jornal El Clarín, um fonte da Marinha disse que "nesse setor, o mar estava muito forte, com ondas altas, e é possível que tenha procurado maior profundidade e por isso que o contato foi perdido".

No entanto, o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, afirmou que não há confirmação nenhuma do porquê o submarino sumiu e não confirmou teorias, como a de um incêndio tomou conta da embarcação. “A versão do fogo não é uma informação oficial, pode haver uma falha técnica”, explicou. A única coisa que o oficial confirmou, de forma redundante foi: “O submarino não foi encontrado".

As buscas começaram 48 depois da última comunicação e conta com duas corvetas, um destroier, um avião anti-submarinos, um avião Hércules, entre outros veículos, segundo El Clarín. E também nesta sexta-feira (17), o Chile, os Estados Unidos e o Reino Unido ofereceram ajuda nas buscas.

Outras embarcações (como a acima) estão sendo usadas na procura pelo submarino ARA San Juan
Reprodução/Twitter
Outras embarcações (como a acima) estão sendo usadas na procura pelo submarino ARA San Juan

Ainda de acordo com o jornal argentino, o ARA San Juan é um tipo submarino TR-1700, fabricado na Alemanha, incorporado à marinha da Argentina em 1985. A embarcação funciona através de um sistema de propulsão e snorkel diesel elétrico convencional. E ele é multiuso, projetado para ataques contra forças de superfície, de submarinos, além de fazer tráfego comercial e operações de mineração.

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Torcida positiva

Entre os 44 tripulantes, uma presença se destacou. Eliana María Krawczyk, é uma das tripulantes e é primeira submarinista da Argentina e da América do Sul. O pai de Eliana, Eduardo Krawczyk deu entrevista oo canal de TV Todo Noticias e recontou o último contato com a filha.

"Eu falei com ela no dia anterior ao embarque, cerca de 15 dias atrás, ela me disse que eles chegaram na Terra do Fogo e que o governador subiu ao submarino e a felicitou porque uma mulher é membro da equipe", afirmou. "Vamos orar juntos para que tudo seja resolvido", implorou.

E o pedido de Eduardo é o mesmo de várias pessoas em redes sociais.

“O maior desejo é que a equipe de #submarino ARA San Juan apareça viva!”, diz um usuário.


“Espero que possam nos dizer em breve como eles viveram lá dentro nessas horas. Pensando positivo para que ele os atinja, suas famílias e seus amigos”, pede outra.





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*com informações da Agência Brasil

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