Trump diz que controle de armas deixaria ainda mais mortos no Texas; entenda

De acordo com o presidente dos Estados Unidos, se houvesse controle de armas, não haveria um outro cidadão armado para neutralizar o agressor
Foto: Reprodução/NBC
Donald Trump falou, em coletiva na Coreia do Sul, que o ataque seria pior se houvesse controle de armas no país

Dois dias após o ataque a tiros que deixou pelo menos 26 mortos em uma igreja no Texas, no último domingo (5), o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump, voltou a defender publicamente o direito à posse de armas, rejeitando a necessidade de controlar melhor quem pode ou não ter uma arma de fogo em casa.

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Em seu argumento, Donald Trump lembrou a jornalista da emissora americana NBC – que
lhe indagou sobre o assunto, em uma coletiva de imprensa na Coreia do Sul – que o atirador do Texas foi neutralizado por um outro cidadão que estava armado. Com isso, ele afirmou que considera um "controle extremo" da posse de armas.

"Se fizéssemos o que você está sugerindo, não faria diferença no domingo, e talvez não houvesse uma pessoa muito corajosa que passasse em frente à igreja, com uma arma ou um rifle em seu caminhão, saísse, atirasse nele [no agressor], acertasse-o e o neutralizasse", afirmou.

"Só posso dizer isso: se esse homem não tivesse uma arma e não tivesse disparado [contra o agressor], ao invés de 26, nós poderíamos ter centenas de mortos. Não iria ajudar", argumentou o presidente. Ainda em sua declaração, Trump afirmou que o estado norte-americano em que há o maior controle de armas é Chicago, onde é "um desastre".

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No dia do ataque, um morador de Sutherland Springs, com a sua espingarda, enfrentou o homem que invadiu a igreja , antes dele fugir e cometer suicídio.

Antes da declaração na Coreia, Trump comentou o assunto no Japão

Ainda nesta segunda-feira, o republicano chegou a defender que o massacre – definido como "um ato de maldade" e "horrendo" – foi cometido "por um indivíduo que tinha problemas mentais, simplesmente um desequilibrado".

Em uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em Tóquio, nesta segunda, o republicano voltou a negar que a legislação de porte de arma nos EUA seja "o problema" dos massacres e tiroteios no país. "Temos muitos problemas de saúde mental no nosso país, mas esta não é uma situação ligada às armas de fogo ", ressaltou. 

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Essa não é a primeira vez que o magnata se refere a atiradores como doentes. Isso porque, quando um atirador matou 59 pessoas e deixou mais de 500 feridas em Las Vegas, Donald Trump também classificou o autor, Stephen Paddock, de um "indivíduo muito, muito doente".

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