Em bilhete, terrorista de Manhattan diz ter agido 'em nome do Estado Islâmico'

Sayfullo Saipov foi identificado pelo governador de Nova York como um 'lobo solitário' radicalizado nos EUA; atentado deixou oito mortos nesta terça
Foto: Reprodução/Twitter
Terrorista deixou um bilhete em que informa que agiu 'em nome do Estado Islâmico' ao matar oito pessoas

O terrorista responsável pelo atropelamento que deixou ao menos oito mortos em uma ciclovia de Nova York , na tarde desta terça-feira (31), deixou um bilhete em que informa que agiu "em nome do Isis", como o grupo terrorista  Estado Islâmico é conhecido.

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As informações são do jornal New York Post e da emissora americana CNN. Segundo as informações, foram encontradas também inscrições em árabe no caminhão usado pelo autor do ataque, que indicariam uma ligação com o Estado Islâmico .

Mesmo com a divulgação desses bilhetes, a polícia sustenta que o homem agiu sozinho e afirma, com cautela, que está investigando qualquer ligação externa do suspeito.

Ainda nesta quarta, o governador de Nova York, Andrew Cuomou, informou que o terrorista se "radicalizou" já nos Estados Unidos. De acordo com o político, o homem é um 'lobo solitário' que se comunicava com membros do grupo terrorista e confirmou a existência do bilhete pró-EI.

Ao ser questionado sobre as postagens nas rede sociais do presidente Donald Trump, Cuomo afirmou que "esse não é um momento de fazer política e nem um momento para semear o ódio".

Autor do atentado terrorista

Sayfullo Habibullaevic Saipov, que é do Uzbequistão , tem 29 anos e é identificado como o autor do atentado. Ele passou por uma cirurgia após ser atingido por um tiro da polícia no estômago e deve dar seu depoimento em breve, admitindo ou não tal relação com o grupo terrorista.

De acordo com as autoridades, Saipov morava legalmente em Tampa, na Flórida, desde 2010. A foto do suspeito já está sendo veiculada na imprensa norte-americana.

A CBS News  entrevistou vizinhos de Saipov e confirmou com um deles que o homem era "calmo" e atuava como motorista do aplicativo de transporte Uber há alguns anos. Hoje, ele está excluído do aplicativo.

Argentinos e belgas entre as vítimas

O governo da Argentina confirmou que cinco das oito vítimas fatais do atentado eram cidadãos do país e que passavam férias em Nova York. O grupo, que ao todo contava com 10 pessoas, estava nos Estados Unidos para comemorar os 30 anos de sua formação universitária em Rosário.

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De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os nomes das vítimas são Hernán Diego Mendoza, Diego Enrique Angelini, Alejandro Damián Pagnucco, Ariel Erlij e Hernán Ferruchi. Outro membro do grupo, Martin Ludovico Marro, é um dos feridos que está sendo atendido em um hospital da região. Todos tem entre 48 e 49 anos.

Foto: Reprodução/TV Globo
A pick up usada só parou quando bateu contra um ônibus escolar

A Chancelaria da Bélgica confirmou ainda que uma outra vítima tinha nacionalidade belga. O ministro Matthieu Branderssay informou que há três cidadãos ainda hospitalizados. A identidade dessas pessoas não foram divulgadas. 

Além dessas seis pessoas mortas, as outras duas não foram identificadas, nem mesmo a nacionalidade delas. 

Como foi o atentado

Por volta das 15h (no horário local), um caminhão branco – que havia sido alugado e que tinha um adesivo de uma empresa local – invadiu a ciclovia que fica na West Street e atropelou uma série de pessoas.

O veículo só parou quando colidiu com um ônibus escolar, ferindo duas crianças e dois adultos. Ao sair do carro, o homem portava duas armas falsas – sendo uma delas de paintball – e, segundo informações preliminares, gritou em árabe "Alá é Grande". Baleado pela polícia, ele foi detido. 

Através do Twitter, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o ataque foi feito por uma “pessoa doente e muita perturbada” e disse que o Estado Islâmico “não pode voltar, ou entrar [aos Estados Unidos]”, fazendo referência ao grupo terrorista . Oficialmente, o grupo ainda não reconheceu a autoria do ataque.

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* Com informações da Agência Ansa.

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