Organizadora do protesto informa que mais de 1 milhão de pessoas protestam neste domingo (28) contra a independência da Catalunha; veja

Manifestantes contrários a declaração de independência da Catalunha estão nas ruas de Barcelona neste momento
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Manifestantes contrários a declaração de independência da Catalunha estão nas ruas de Barcelona neste momento


As ruas de Barcelona, na Espanha, foram tomadas por manifestantes contrários a declaração de independência da Catalunha, na manhã deste domingo (29). Organizada pela associação anti-independência Sociedade Civil Catalã, a passeata conta com o apoio de partidos não separatistas espanhóis.

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A situação tornou-se mais tensa na última sexta-feira (27) quando o até então presidente catalão, Carles Puigdemon, declarou a independência. Em represália, o governo de Mariano Rajoy destituiu  Puigdemon do cargo, convocou novas eleições na Catalunha para 21 de dezembro e designou a vice-presidente da Espanha, Soraya Saenz de Santamaria para presidir a região até o resultado do novo pleito.

Em pronunciamento feito na tarde de sábado (28) Puigdemon diz não reconhecer a intervenção e que continua presidente catalão e que vai lutar pela independência da região até o fim. Em uma carta publicada no jornal "El Punt-Avui", Oriol Junqueras, vice-presidente do executivo regional, assegurou que "o presidente do país é e continuará sendo Carles Puigdemont".

Manifestação

Os manifestantes carregam cartazes com os dizeres: " orgulho de ser catalão " e pedem que a região continue a ser parte da Espanha. Os cartazes ainda contestam o resultado do referendo pró-separação, ocorrido no começo deste mês e um deles contestava que 38% de aprovação não significa número suficiente para ser declarada a independência. 

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No referendo ocorrido no início do outubro e segundo dados divulgados pelo governo regional, 43% dos moradores da região  foram às urnas e mais de 90% deles se mostraram favoráveis à independência.   As agências de notícias internacionais informaram neste domingo (29), que a independência é inaceitável para 7,5 milhões de  catalães e que os mesmo afirmaram sentir alívio após a intervenção anunciada na sexta-feira (27).

Fuga

Na Espanha, os principais jornais noticiam que Puigdemont, sabendo que não conseguirá reverter à intervenção, deve pedir asilo político na Bélgica. A solicitação seria a forma do ex-presidente catalão de evitar sua prisão.

Neste domingo (29), o secretário belga para o Asilo e a Migração, Theo Francken, afirmou que o governo de seu país "ainda não recebeu nenhum pedido" do ex-presidente da Catalunha, mas afirmou que as "coisas podem evoluir muito rapidamente".

*Com informações da Ansa

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