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Com ventos de até 260km/h, ciclone deve ser catastrófico para pequenas ilhas caribenhas; Porto Rico deve ser atingida na quarta-feira

Furacão Maria tocou o solo da ilha de Dominica com ventos de até 260km/h
Reprodução
Furacão Maria tocou o solo da ilha de Dominica com ventos de até 260km/h

O olho do furacão Maria , fortalecido à categoria 5, a de maior intensidade, tocou terra hoje (18) na ilha de Dominica, nas Pequenas Antilhas, com ventos máximos de até 260km/h, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês). As informações são da agência de notícias EFE. A ilha está com boa parte das comunicações cortadas, mas as informações disponíveis dizem que o local está completamente destruído pelo ciclone.

Às 21h35 (horário local de Dominica, 22h35 de Brasília), o olho de Maria estava situado sobre esta ilha de 75.000 habitantes e avançava em direção oeste-noroeste a uma velocidade de 15km/h. Dominica é uma ilha de aproximadamente 75 mil habitantes, localizada entre os territórios franceses de Guadalupe, ao norte, e a Martinica, ao sul.

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O Maria está avançando neste momento em direção às ilhas perto de Dominica e continuará assim por toda terça-feira (19), de acordo com o NHC. Está previsto que o Maria chegue em Porto Rico e nas Ilhas Virgens entre amanhã à noite e quarta-feira (20).

As Pequenas Antilhas ainda estão sob o choque do furacão Irma, também de categoria 5, que deixou pelo menos 26 mortos no Caribe, a sua maioria em Porto Rico e Cuba. Esse ciclone, que chegou aos 295km/h, destruiu quase totalmente a pequena ilha de Barbuda, de 1,6 mil habitantes.

Relatos de destruição

Segundo as agências internacionais, as informações que chegam de Dominica não são animadoras. A ilha perdeu praticamente todos os meios de comunicação e as únicas frequências de rádio encontradas já caíram. Segundo as agências, o maior hospital de Dominica, localizado na capital, Roseau, teria tido seu teto arrancado e estaria sem energia elétrica por uma falha no gerador.

As autoridades locais já esperavam a passagem do furacão, e boa parte da população está em abrigos, no entanto, por conta da intensidade do furacão, não é possível saber se a população está segura.

Ministro pede ajuda nas redes

O primeiro ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, relatou a chegada do furacão atrevés do Facebook. Em um dos posts, ele retatou que o teto de sua casa havia sido destruido pelos ventos. "Meu teto se foi, estou à mercê do furacão. A casa está inundando", escreveu. Pouco depois, o ministro escreveu foi resgatado.

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Segundo rede de televisão venezuelana Telesur, Skerrit confirmou que a ilha teria sido "totalmente devastada" pelo fenômeno. O primeiro ministro também afirmou que não tem informações sobre mortes. Ele foi salvo pela polícia local.

* Com informações da Agência Brasil