De acordo com relatório das Nações Unidas, mesmo com a pressão internacional, o EI e a Al-Qaeda seguem com poder de ação terrorista

Estado Islâmico segue sendo uma ameaça mundial, diz relatório da ONU; para o estudo, grupo mostra resistência
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Estado Islâmico segue sendo uma ameaça mundial, diz relatório da ONU; para o estudo, grupo mostra resistência

Apesar da pressão militar da coalizão internacional – liderada pelos Estados Unidos – contra ele, o grupo jihadista Estado Islâmico continua forte. Isso é o que revela um relatório elaborado por especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quinta-feira (10). 

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De acordo com o documento, mesmo diante da pressão no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico “ainda é capaz de enviar fundos para seus militantes fora da zona de conflito no Oriente Médio”.

Tanto o grupo terrorista quanto a Al-Qaeda, segundo a ONU , conservavam uma notável capacidade de ação no primeiro semestre de 2017. “A resistência que o EI mostrou em Mossul revela que sua estrutura ainda não foi totalmente quebrada e que o grupo permanece sendo uma ameaça militar”.

Segundo a agência de notícias AFP , os fundos enviados pelo grupo jihadista é mandado em pequenas remessas de dinheiro, o que torna mais difícil sua detecção. Além disso, as formas de financiamento do EI não mudaram muito.

Como destaca o documento de 24 páginas elaborado por especialistas encarregados de supervisionar a implementação de várias resoluções contra o EI e a Al Qaeda , o dinheiro que financia o grupo jihadista ainda vem da exploração do petróleo e de “impostos” cobrados da população local,

Próximos ataques

“O EI ainda mantém a capacidade de motivar e realizar ataques” além do Oriente Médio . A Europa é uma “região prioritária” para tais ataques, afirma o relatório.

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A ONU afirma ainda que o grupo planeja se estabelecer no sudeste asiático, como revelam os recentes combates no sul das Filipinas. Fora isso, o relatório acrescenta que o número de jihadistas dispostos a lutar no Iraque e na Síria está caindo.

Crianças treinadas

O documento destaca ainda que, cada vez mais, menores de idade têm abandonando as zonas de conflito no Oriente Médio e sua “experiência, incluindo a participação em treinamento e violência extrema, assim como sua radicalização (…), exigem atenção e estratégias especiais”.

Ainda nesta semana, cerca de 100 crianças morreram após um bombardeio contra um campo de treinamento do grupo terrorista, em Deir az Zor, no leste da Síria. As informações foram publicadas no iG .

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