Força Aérea norte-americana anunciou que fará lançamento nesta quarta-feira; na última sexta-feira, país norte-coreano também fez teste com míssil

Presidente dos Estados Unidos disse que não permitirá que a China continue sem agir no caso com a Coreia do Norte
Reprodução/The Boston Globe
Presidente dos Estados Unidos disse que não permitirá que a China continue sem agir no caso com a Coreia do Norte

Em meio a um novo clima de tensão com a Coreia do Norte, os Estados Unidos anunciaram que vão lançar, nesta quarta-feira (02), um míssil balístico intercontinental não armado na base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia. O teste deve ocorrer cinco dias após o lançamento de um míssil do mesmo tipo, realizado pelo país  norte-coreano na última sexta-feira (28).

De acordo com as informações passadas pela base de Vanderberg nesta terça-feira (1º), o lançamento está previsto para acontecer amanhã, entre as 12h e as 18h locais (16h e 20h em Brasília). O propósito dos Estados Unidos com o teste, como os anteriores do mesmo programa, é "validar e verificar a efetividade, preparação e precisão do sistema”, indicou a Força Aérea. O teste será o quarto efetuado da base californiana este ano com o míssil do tipo Minuteman.

Escudo antimísseis

O lançamento ocorre após os EUA terem realizado com sucesso, no domingo (30), um novo teste do seu escudo antimísseis Thaad, no Alasca. Foi o 15º teste do Thaad que o governo americano executou com sucesso.

Também no domingo, o país voltou a exibir seu poderio militar junto aos aliados, realizando dois bombardeios estratégicos na península coreana em resposta ao míssil intercontinental lançado na sexta-feira pela Coreia do Norte .

No sábado (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não permitirá que a China continue sem agir para solucionar a situação com a Coreia do Norte. Antes disso, Trump tinha condenado o novo lançamento da Coreia do Norte e antecipado que tomará "todas as medidas necessárias" para proteger seu país e seus aliados na região asiática.

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Após o teste realizado pela Coreia do Norte no dia 4 de julho, Trump ainda declarou que estava preparado para "coisas bastante graves", mas seu secretário de Defesa, James Mattis, disse que “não via motivos para ir à guerra" contra os norte-coreanos.

EUA espera “dialogar”

Apesar da retórica adotada por Trump, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afirmou nesta terça-feira (1º) que o país não quer a derrubada do governo da Coreia do Norte e que espera até "dialogar" com Pyongyang em "algum momento".

"Não buscamos uma troca de regime, não buscamos um colapso do regime, não buscamos uma aceleração na reunificação da península, não buscamos uma desculpa para enviar nossas tropas ao paralelo 38 N [linha imaginária que divide as duas Coreias]", garantiu Tillerson.

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Em seguida, o secretário de Estado norte-americano afirmou que os Estados Unidos não são inimigos da Coreia do Norte, mas ressaltou que o país representa uma " ameaça inaceitável ". "Esperamos que, em algum momento, eles comecem a entender isso, e gostaríamos de sentar e ter um diálogo com eles", acrescentou.

 * Com informações da Agência Brasil e Ansa

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