Responsável pela lista Magnitsky diz que presidente russo tem uma fortuna avaliada em US$ 200 bilhões – e que parte do dinheiro está nos EUA; entenda

Vladimir Putin é mais rico que Bill Gates e o dono da Amazon juntos, diz investidor ao Senado dos EUA
Reprodução/The Independent
Vladimir Putin é mais rico que Bill Gates e o dono da Amazon juntos, diz investidor ao Senado dos EUA

Enquanto o fundador e presidente da Amazon, Jeff Bezos, e Bill Gates, da Microsoft, disputam o título de homem mais rico do mundo, alguém pode estar bem a frente nessa competição: o presidente russo, Vladimir Putin.

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O nome de Vladimir Putin foi colocado 'na roda' por Bill Browder, CEO da Hermitage Capital Management, uma companhia norte-americana de investimentos, especializada no mercado russo. Sua declaração foi feita peranto o Senado norte-americano.

Segundo Browder, enquanto Gates e Bezos acumulam cerca de US$ 90 bilhões (equivalente a aproximadamente R$ 282 bilhões), Putin tem uma riqueza avaliada em cerca de US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 628 bilhões).

Ou seja, segundo o norte-americano, Putin é mais rico que Bill Gates e o dono da Amazon juntos.

"Estimo que [Putin] tenha acumulado US$ 200 bilhões em ganhos obtidos indevidamente durante os seus 17 anos no poder", afirmou Browder, ao site Fortune.

"Ele mantém o seu dinheiro no Ocidente e tudo está potencialmente sujeito ao congelamento e ao confisco", revela o especialista.

Lista Magnitsky

Em 2012, o Congresso norte-americano aprovou uma lei chamada "lista Magnitsky", responsável por castigar russos que supostamente estiveram relacionados com a detenção, maus-tratos e morte de um advogado também russo chamado Sergei Magnitsky.

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Sergei foi detido e morreu na prisão em 2009, depois de investigar supostas fraudes cometidas pelo governo da Rússia.

As sanções incluem a proibição de vistos para viajar aos Estados Unidos e o congelamento dos ativos que possam ter sob a jurisdição americana.

É aí que entra a fortuna de Putin

Segundo Browder, o presidente russo seria um possível alvo da lei e, como tal, tem um "interesse muito significativo e pessoal em descobrir uma forma de se livrar das sanções Magnitsky".

Tais afirmações surgem no contexto da interferência direta de Vladimir Putin nas eleições presidenciais americanas do ano passado, confirmada pelos serviços secretos dos Estados Unidos. De acordo com a hipótese, Putin teria permitido a interferência russa com a intenção de recuperar sua fortuna, que está em bancos norte-americanos.

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