Homem de 43 anos levou tiro na cabeça em protestos contrários à votação; segundo a Procuradoria venezuela, 114 pessoas já morreram desde abril

Um homem de 43 anos morreu neste domingo (30) após ser baleado na cabeça em uma manifestação na Venezuela. Esta é a quinta morte durante os protestas contra a votação da Assembleia Nacional Constituinte. No Twitter, o Ministério Público venezuelano afirmou que Luis Zambrano recebeu o disparo durante a manifestação que ocorria em Barquisimeto, capital do estado de Lara e adiantou que as investigações sobre o incidente já foram iniciadas.

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A Venezuela realiza neste domingo as eleições da Constituinte, processo do qual só participam alguns dos representantes do chavismo e tem ampla rejeição da oposição. A votação também é rejeitada por vários países do mundo. Os políticos contrários ao atual governo se mostram contrários à votação por a considerarem um processo fraudulento, levando a uma série de enfrentamentos entre manifestantes e forças de ordem pública.

Onda de protestos na Venezuela ocorre desde abril e já matou 114 pessoas, segundo dados da Procuradoria
Reprodução/Twitter
Onda de protestos na Venezuela ocorre desde abril e já matou 114 pessoas, segundo dados da Procuradoria

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Segundo números da Procuradoria venezuelana, 114 pessoas já morreram desde o início da onda de protestos no país, em abril. O número já ultrapassa os 43 mortos das violentas manifestações de 2014. De acordo com a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, o processo de escolha da Assembleia Constituinte é rejeitada por 90% dos cidadãos, que consideram o processo como uma tentativa do governo de Nicolás Maduro para "consolidar uma ditadura".

Convocação

Mesmo em clima de tensão, o presidente convocou eleitores venezuelanos desde o dia 1º de maio, em resposta à onda de protestos que começou em abril. A invocação do população está baseada no artigo 347 da Constituição, que garante ao povo o direito de "convocar uma Assembleia Nacional Constituinte , a fim de transformar o Estado, criar uma nova lei e elaborar uma nova Constituição".

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Em defesa da Constituinte na Venezuela, Maduro afirma que as eleições servirão "para alcançar a paz e a Justiça, transformando o Estado e mudando tudo o que tem que mudar; para estabelecer a segurança jurídica e social para as pessoas; e para melhorar e ampliar a pioneira Constituição de 1999”. No entanto, ao convocar a Assembleia, o presidente não consultou a população em referendo, como havia feito Hugo Chávez em 1999, ao redigir a atual Constituição.

* Com informações da Agência Brasil.

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