Protesto acaba em confronto entre policiais e manifestantes na Venezuela

Intenção dos manifestantes era chegar à sede do TSJ, mas passagem foi impedida a poucos metros do ponto de partida pela Guarda Nacional
Foto: Reprodução/Twitter
Manifestantes foram impedidos de continuar passeata por bombas de gás lacrimogêneo

Uma passeata em direção à sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) em Caracas, na Venezuela , convocada pela oposição para expressar apoio aos 33 magistrados designados na sexta-feira (21) pelo Parlamento, foi bloqueada pelas forças de segurança neste sábado, o que gerou confrontos entre manifestantes e agentes.

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A intenção dos manifestantes era chegar à sede do TSJ, mas passagem foi impedida a poucos metros do ponto de partida pela Guarda Nacional Bolivariana, que os obrigou a recuar com bombas de gás lacrimogêneo.

O encontro dos agentes aconteceu em Chacao, um reduto da oposição no leste de Caracas, com um grupo de jovens conhecido como "a resistência", que repeliu os ataques com escudos caseiros e também atacou os oficiais com diversos objetos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado opositor Miguel Pizarro denunciou a "repressão em Chacao" com "bombas de gás lacrimogêneo lançadas contra os manifestantes da estrada com alguns tanques".

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O deputado Ángel Medina denunciou em mensagem no Twitter uma "forte repressão" na estrada Francisco Fajardo, à altura de Chacao. "O nosso povo, em protesto pacífico, atacado pela ditadura", acrescenta a mesma mensagem.

A oposição tinha anunciado a intenção de chegar ao TSJ para expressar respaldo aos 33 magistrados designados na sexta-feira pelo Parlamento, não reconhecendo os que foram designados em 2015 por um Legislativo de maioria chavista.

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Desde 1º de abril, uma onda de protestos contra o governo gerados após o Tribunal Supremo assumir as funções do Legislativo. Algumas decisões foram revogadas posteriormente. Até o momento, ao menos 100 pessoas morreram em episódios de violência relacionados com as manifestações, que frequentemente resultam confrontos com as forças da ordem.

*Com informações da Agência Brasil

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