Comandante da Polícia Metropolitana da capital inglesa diz que causa da tragédia ainda é desconhecida e que número de vítimas inclui pessoas desaparecidas; "É triste, mas eu tenho que presumir que estão mortas"

Incêndio ocorrido durante a madrugada da última quarta-feira (14) tomou quase todos os andares de prédio em Londres
Reprodução/Twitter
Incêndio ocorrido durante a madrugada da última quarta-feira (14) tomou quase todos os andares de prédio em Londres

As autoridades de Londres revisaram para 79 o número de pessoas mortas durante o incêndio ocorrido na madrugada da última quarta-feira (14)  no edifício de 24 andares Grenfell Tower, localizado na região oeste da capital inglesa. As investigações acerca das causas da tragédia e os trabalhos de remoção dos corpos ainda estão em andamento. Até o momento, apenas cinco corpos foram identificados por familiares das vítimas.

Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (19), o comandante da Polícia Metropolitana de Londres , Stuart Cundy, explicou que o novo número informado de mortes inclui pessoas consideradas desaparecidas e que, até por isso, ainda poderá ser revisado.

"Nas últimas 48 horas, foram feitos enormes esforços pelos nossos investigadores visando entender da maneira mais completa possível quantas pessoas teriam sido afetadas diretamente pelo incêndio e quantas poderiam estar na  Grenfell Tower naquela noite e que estão desaparecidas. Infelizmente, o que eu posso dizer agora é que o resultado de todos esses esforços nos faz acreditar que 79 pessoas morreram ou estão desaparecidas. É triste, mas eu devo presumir que aqueles que estão desaparecidos estão mortos", disse Cundy.

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Investigações

O comandante explicou que a força-tarefa formada pela Polícia, pelos Bombeiros e pelo Serviço Ambulatorial londrinos está centrada em remover e identificar os corpos do edifício. Cundy enfatizou que, caso seja identificado durante os trabalhos qualquer sinal de que há riscos para a população, a força-tarefa acionará as autoridades competentes imediatamente.

Cundy evitou comentar quais teriam sido as possíveis causas para o incêndio, mas garantiu que será realizada uma  investigação "exaustiva" para identificar o que provocou as chamas no edifício.

"A investigação vai apontar como – e ainda mais importante que isso – por quê isso aconteceu. A apuração terá longo alcance e vai incluir a maneira como o edifício era administrado e de que modo era feita a manutenção no local.  Somente após a totalidade do caso tiver sido inteira e devidamente investigada é que será possível dizer o que houve e por qual razão. Especular agora seria simplesmente errado", disse o comandante.

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