Abu Bakr al-Baghdadi é o autodeclarado "califa"; essa não é a primeira vez que suspeita-se que o líder do grupo terrorista tenha morrido em ataques

Abu Bakr al-Baghdadi declarou o 'califado' do Estado Islâmico e milhares de muçulmanos do mundo atenderam seu apelo
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Abu Bakr al-Baghdadi declarou o 'califado' do Estado Islâmico e milhares de muçulmanos do mundo atenderam seu apelo

O ministro da Defesa da Rússia afirmou, nesta sexta-feira (16), que um ataque aéreo russo pode ter matado o número um do grupo terrorista Estado Islâmico. Abu Bakr al-Baghdadi

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A informação, porém, não pode ser confirmada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, principal ostensiva contra o Estado Islâmico

De acordo com a agência Associated Press , o alvo do bombardeio russso era um encontro de líderes do grupo terrorista. 

"Informações que estão sendo checadas por diversos canais indicam que o líder, Abu Bakr al-Baghdadi, que foi eliminado pelo ataque aéreo, também estava participava do encontro", informou o ministério segundo a agência de notícias RIA.

Um dos mais procurados do mundo

Abu Bakr al-Baghdadi teria nascido em Samarra, norte de Bagdá, em 1971, e se juntado à rebelião que começou a surgir no Iraque logo depois da invasão liderada pelos EUA em 2003. As informações sobre o líder terrorista são de difícil acesso. 

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Algumas informações apontam que ele já era um militante jihadista durante a era de Saddam Hussein. Outros sugerem que ele foi radicalizado durante os quatro anos em que foi mantido em Camp Bucca, uma academia dos EUA no sul do Iraque, onde muitos comandantes da Al-Qaeda foram presos.

Segundo analistas, Baghdadi é visto como um comandante de campo de batalha estrategista  e isso seria um dos pontos mais atraentes para jovens jihadistas em comparação à Al-Qaeda, que é liderada por Ayman al-Zawahiri, um teólogo islâmico.

Em outubro de 2011, os EUA oficialmente designaram Baghdadi e o colocaram com um dos terroristas mais procurados do mundo, com uma recompensa de US$ 10 milhões, cerca de R$ 30 milhões por informações que levem à sua captura ou morte.

Caso a morte dele seja confirmada, será um grande triunfo da Rússia, que intervém na guerra civil síria e defende o ditador Bashar al-Assad, e um revés para os Estados Unidos, que oferecia a tal recompensa.

O programa de recompensas de contraterrorismo do Departamento de Estado dos EUA ofereceu os mesmos US$ 25 milhões por Bin Laden e pelo falecido presidente iraquiano, Saddam Hussein, e ainda oferece o valor para quem denunciar o sucessor de Bin Laden na Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri.

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Em outras ocasiões, o líder do Estado Islâmico já foi declarado como morto, mas a informação logo foi desmentida.

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