Presidente aproveitou as comemorações pelo Dia do Trabalho no país para convocar assembleia; milhares foram as ruas protestar contra seu governo

Para tentar conter a crise política e econômica em que a Venezuela se encontra, o presidente Nicolás Maduro, aproveitou as comemorações do Dia do Trabalho, celebrado nesta segunda-feira (1º), para fazer um chamado ao “poder constituinte originário” e para que a classe operária convoque uma Assembleia Nacional Constituinte. As informações são da Agência EFE.

Leia também: Número de vítimas fatais em protestos na Venezuela chega a 18

O presidente venezuelano Nicolás Maduro convocou Assembleia Nacional Constituinte
Yenny Muñoa / CubaMINREX/ Fotos Públicas - 20.03.2016
O presidente venezuelano Nicolás Maduro convocou Assembleia Nacional Constituinte


Segundo o presidente da Venezuela Nicolás Maduro , não há alternativa para acalmar os ânimos da sociedade – que tem ido às ruas e sofre com a violenta repressão policial, e que desta forma se atingirá a paz e será vencido "o golpe de Estado".

"Anuncio que, no uso de minhas atribuições presidenciais como chefe de Estado constitucional, de acordo com o Artigo 347, convoco o poder constituinte originário para que a classe operária e o povo, em um processo nacional constituinte, convoque uma Assembleia Nacional Constituinte", disse Maduro em um grande ato com operários em Caracas por ocasião das celebrações do 1º de Maio.

Leia também: Donald Trump diz que se sentiria "honrado" em encontrar Kim Jong-Um

Em seu pronunciamento Maduro afirmou que entregará ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) as informações necessárias para o início do processo, que contará com a eleição de 500 constituintes. Esses constituintes serão escolhidos diretamente por setores sociais venezuelanos e outros virão dos municípios.

“Será uma Constituinte eleita com voto direto do povo para eleger uns 500 constituintes: 200 ou 250 pela base da classe operária, as comunas, missões, os movimentos sociais”, disse Maduro.

Manifestações

Durante todo o mês de abril os venezuelanos foram às ruas de Caracas para protestar contra a ditadura instaurada pelo presidente, já morto, Hugo Chavez. Seu sucesso, Nicolás Maduro, tem apoio de boa parte da população, mas suas ações  que lesam o direito dos venezuelanos fez com que os cidadãos partissem para “guerra” contra o atual governo.

Durante as celebrações desta segunda-feira (1º) manifestantes foram dispersados de forma violenta pela polícia. De abril para cá, seis manifestantes perderam a vida durante os protestos e outros 500 foram detidos por militares. Nicolás Maduro impossibilitou seus opositores de disputar eleição na Venezuela, fato esse que deu força ao levante popular.

*Com informações da Agência Brasil

 Leia também: França e Itália têm Dia do Trabalho marcado por confrontos em manifestações

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.