Nas últimas três semanas, atos contra Maduro acontecem em diversas cidades do país, e clima esquenta. Governo culpa "forças antichavistas"

Na Venezuela, prefeito confirmou morte de um homem nos protestos em Petare nesta quinta
Reprodução/Twitter
Na Venezuela, prefeito confirmou morte de um homem nos protestos em Petare nesta quinta

O prefeito do município venezuelano de Sucre, na região metropolitana de Caracas, Carlos Ocariz, afirmou nesta sexta-feira (21) que um homem morreu a tiros na noite dessa quinta-feira (20) no bairro de Petare, no leste da cidade, durante os protestos contra o governo de Nicolás Maduro.

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Ocariz pediu para que as autoridades investiguem o caso e encontrem o culpado pela morte do ativista. No Twitter, o político da Venezuela lamentou a morte de Melvin Guaitan, “um humilde trabalhador que morava no bairro de Petare, em Sucre”.


Em mais uma mensagem, o prefeito ainda afirmou que “Melvin foi assassinado na entrada do bairro 5 de Julho durante o protesto”, complementando com o pedido de investigação e punição dos culpados pelo crime.


Na noite dessa quinta-feira, as forças de segurança do país repeliram mais uma manifestação contra o governo, sendo que ocorreram protestos em diversos bairros populares a leste e oeste de Caracas. O país vive uma crise política que já deixou mortos e feridos.

A vítima de Sucre vem somar a outras oito mortes que aconteceram durante protestos nas últimas três semanas, incluindo a de um agente da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada do país).

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Opositores ao governo responsabilizam as forças de segurança pelas mortes, apontando uma dura repressão às manifestações. Já Maduro e seus aliados, por sua vez, acusam forças antichavistas de semearem o “ódio entre os cidadãos”, o que teria causado as mortes.

O presidente Venezuelano acusou, de maneira direta, os militantes de partidos pertencentes à aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) de atirarem contra a multidão nos protestos. Além disso, ele afirmou que irá processar o líder da oposição, Henrique Capriles, por difamar seu governo e o exército, acusando-os de matar os civis.

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Os protestos acontecem em todo o território nacional. Além das mortes, centenas de pessoas ficaram feridas e pelo menos 550 manifestantes foram detidos, dos quais 334 continuam presos, de acordo com dados da Organização Não Governamental Fórum Penal Venezuelano.

Opositores ao governo da Venezuela convocaram novas manifestações para esta sexta-feira, nos mesmos bairros e centros urbanos. Além disso, neste sábado, venezuelanos foram convocados a marcharem de forma silenciosa em homenagens aos mortos.

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